sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Golem


O Golem é um ser artificial e mítico, associado à tradição judaíca, que pode ser trazido à vida através de um processo mágico. É feito de barro à imagem do homem, tendo como propósitos a proteção da comunidade judaica e a realização de trabalhos braçais. O golem é uma possível inspiração para outros seres criados artificialmente, como o homunculus na alquimia. 

No hebraico moderno a palavra golem significa "tolo", "imbecil", ou "estúpido". O nome é uma derivação da palavra gelem, que significa "matéria-prima". A palavra golem na Bíblia serve para se referir a um embrião ou substância incompleta. O Salmo 139:16 usa a palavra gal'mi, significando "minha substância ainda informe". 

As primeiras histórias de golems são mais antigas que o judaísmo. Adão é descrito no Talmud (Tratado Sanhedrin 38b) inicialmente criado como um golem quando seu pó estava "misturado num pedaço sem forma". 

Como Adão, todos os golems são criados a partir do barro. Eles eram criações de pessoas santas e muito próximas de Deus. Uma pessoa santa era uma pessoa que se esforçava para se aproximar de Deus, e por essa esforço consegueria um pouco da sabedoria e poder divinos. Um desses poderes é a criação da vida. Por mais santa que a pessoa fosse, no entanto, a sua criação sempre seria apenas uma sombra de qualquer criação de Deus. 

Desde cedo se desenvolveu a noção de que a principal deficiência do golem era a sua incapacidade em falar. No Sanhedrin 65b, é descrito como Raba criou um golem usando o Sefer Yetzirah. Ele enviou o golem para Rav Zeira, que falou com o golem mas ele não respondeu. Disse Rav Zeira:"Vejo que você foi criado por um dos nossos colegas; volte ao pó". 


Ter um golem como servo era considerado como o mais elevado símbolo de sabedoria e santidade, e existem muitos contos de golems ligados a proeminentes rabinos através da Idade Média. 

Outros atributos dos golems foram sendo adicionados através dos tempos. Em vários contos, o golem tem escritas palavras mágicas ou religiosas que o tornam animado. Escrever um dos Nomes de Deus na sua testa, num papel colado em sua fronte ou numa placa de argila embaixo de sua língua, ou ainda escrever a palavra Emet ("verdade" em hebraico) na sua testa, são exemplos de algumas dessas fórmulas de animação do golem. Ao apagar a primeira letra de Emet (da direita para a esquerda, dado que é assim escrito o hebraico), formando Met ("morto" em hebraico), o golem era desfeito. 

A mais famosa narrativa com um golem envolve o rabino Judá Loew ben Betzalel, de Praga, durante o século XVI. Diz-se que ele teria criado um golem para defender o gueto de Josefov em Praga contra ataques anti-semitas. A primeira publicação da história do golem apareceu em 1847 em uma coleção de contos judaicos intitulados Galerie der Sippurim, publicada por Wolf Pascheles, de Praga. 


Segundo a publicação tando a comunidade judaica de Praga quanto os judeus da Europa, eram vítima freqüente de ataques anti-semitas e de uma política oficial discriminatória. Em 1357, por exemplo, o rei Charles IV determinou o confinamento de toda a população judaica em um único bairro. Em Pessach de 1389, três mil judeus entre homens, mulheres e crianças foram assassinados. Eram épocas difíceis para a comunidade de Praga. 

No final do século XVI, quando o rabino Judah Loew, (um dos mais respeitados e queridos sábios do Leste Europeu), tornou-se Grão-rabino de Praga, o perigo para os judeus era iminente. O Maharal, (nome pelo qual o rabino se tornou conhecido), estava ciente do perigo. O ódio era incitado pelo bispo Tadeusz, judeu convertido. O sacerdote católico usava todos os recursos para prejudicar o povo que repudiara. Repetia para as massas de Praga a caluniosa acusação de que os judeus assassinavam crianças cristãs. O Maharal tentara desesperadamente apaziguar os ânimos, mas seus apelos à razão e à justiça não obtiveram resultado. A agitação atingira seu ponto máximo e a comunidade judaica receava um massacre. O Maharal, que rezava constantemente para que D'us os ajudasse, apelou, então, para os Céus. 

Conta a tradição que o sábio teve um sonho no qual recebeu indicações de como poderia evitar a catástrofe que ameaçava abater-se sobre seu povo. A resposta veio oculta nas dez primeiras letras do alfabeto hebraico. O Maharal, além de ser um grande sábio, mestre no Torá, no Talmud e na Cabalá, possuía poderes mentais e espirituais inigualáveis. Por isso, entendeu a mensagem que lhe indicava fazer uma figura de argila que se transformaria em um Golem. Esta criatura teria, então, meios para destruir os inimigos de Israel. 

Na manhã do dia seguinte, mandou chamar seu genro e seu discípulo preferido. Contou-lhes seu sonho, a revelação que tivera e a decisão de criar um Golem. Ao ver o espanto dos dois, avisou que aquela não seria a primeira vez em que se criaria este artifício. Muitas tentativas haviam fracassado no passado, mas o Talmud contava que o sábio Rava havia conseguido. 

Os três homens foram à mikvê, na qual se purificaram por três dias, rezando, jejuando e santificando seu espírito e coração com extrema devoção. Ao amanhecer do terceiro dia, prepararam um pacote de roupas do tamanho de um homem normal e levaram-no a um lugar fora da cidade, próximo às margens do rio Vlatva. Lá, moldaram um boneco de argila com a aparência de um homem inclinado, com a cabeça voltada para o céu.


O Maharal disse a seu genro, que desse sete voltas ao redor do boneco repetindo certos nomes e letras sagradas. Depois, disse a seu discípulo, da tribo dos levitas, que fizesse o mesmo. E, por fim, ele próprio fez o mesmo. Tendo terminado a última volta, colocou um pergaminho onde escrevera o nome de D'us sob os lábios da figura de argila. Em seguida, recitaram sete vezes, unidos em grande concentração, o versículo da Torá que diz: "E Ele insuflou em suas narinas um sopro de vida, e o homem tornou-se um ser vivo". Neste momento, o Golem abriu os olhos. Então o Maharal ordenou-lhe que se erguesse, cobrindo-o com as roupas que haviam trazido. 

"Seu nome é Yossi", disse o Maharal. "Eu o criei, com a ajuda de D'us, para que cumpra a missão divina de proteger os judeus contra seus inimigos. Você obedecerá a todas as minhas ordens, não importa o que eu ordene, pois é destituído de vontade própria. Seu lugar será dentro do Beit-Din, onde terá as funções de shamash". 

Feito isso, os três homens partiram em direção à cidade, seguidos pela criatura que tinha a aparência e os movimentos de um homem normal. Embora mudo, pois o poder da fala só podia ser concedido por D'us, e desprovido de quaisquer pensamentos ou inteligência, o Golem compreendeu o que o Maharal lhe havia dito. 

Ele ficava, o dia todo, sentado no Beit-Din, sem nada falar ou fazer, e com o olhar vazio. Ninguém na comunidade sabia quem ele era nem de onde viera. Deram-lhe o apelido de "Yossi, o mudo". Ninguém, exceto o Maharal, podia dar-lhe ordens ou recorrer a seus serviços. Se falassem com ele, não reagia; nunca abria a boca. Seu rosto só se animava quando o Maharal lhe falava. Então, escutava atenta e humildemente, partindo a seguir para executar a missão. 

Assim, com a ajuda da criatura, desfaziam-se os complôs do bispo Tadeusz. Certa ocasião, salvou uma menina judia de se converter à força. Em outra, após o Maharal descobrir que a matzá (um pão sem fermento, feito de farinha branca e agua) para Pessach havia sido envenenada, o Golem descobriu o culpado. 

Dez anos após ter sido criado, a situação dos judeus havia melhorado e o Maharal concluiu que a missão do Golem terminara. Em 1590, durante Lag Ba'Omer, o Maharal ordenou-lhe que o acompanhasse ao porão da sinagoga. Lá, disse-lhe que se deitasse e abrisse a boca. O sábio tirou o pergaminho no qual estava escrito o Nome Divino e disse à criatura: "Você é pó e vai voltar ao pó". Yossi, o Golem, cumprira o seu destino. 

Anos mais tarde, no entanto, espalhou-se entre os judeus de Praga uma lenda segundo a qual Yossi, o Golem, não virara pó, mas estava escondido desde 1590 no sótão da sinagoga de Praga em profundo sono. 

Cerca de 60 anos depois, outro conto de ficção foi publicado por Yudl Rosenberg (1909). De acordo com a lenda, o golem teria sido feito com a argila do rio Moldava que banha Praga. Seguindo rituais específicos, o rabino construiu o golem e fez com que ele ganhasse vida recitando um encanto especial em hebreu e escrevendo na sua testa a palavra Emet. O golem deveria obedecer ao rabino, ajudando e protegendo o gueto judaico. Durante o dia, o rabino escondia o golem no sótão da Antiga-Nova Sinagoga. Porém, o golem cresceu e se tornou violento e começou a matar pessoas espalhando o medo. Foi então prometido ao rabino Judá Loew que a violência contra os judeus pararia se o golem fosse destruído. O rabino concordou e destruiu o golem apagando a primeira letra da palavra Emet que formaria a palavra Met. 


Recentemente, o rabino Moishe New, líder chassídico do Canadá e diretor do Centro da Torá de Montreal, ao ser questionado sobre o assunto respondeu: "O Talmud relata momentos nos quais outros Golems foram criados para proteger a vida dos judeus, exatamente como fez o Maharal".

E acrescentou: "Ao corpo do Golem foi dada uma alma e assim tornou-se uma espécie de anjo dentro de um corpo feito pelo homem. Os anjos são tidos como criaturas que não têm livre arbítrio e não são capazes de fazer julgamentos morais. São "robôs" espirituais subservientes a seus construtores. Moishe New enfatiza que o rabino New, era cabalista, além de filósofo e talmudista. Escreveu uma série de 20 livros baseados na Cabalá chamados de Guevrot Hashem, ou O poder de D'us".

Para o sábio canadense, " O Rabino Loew tinha o dom de expressar ensinamentos cabalísticos de uma forma racional tornando-os acessíveis ao homem comum. Com certeza, a existência do Golem foi testemunhada por pessoas da época e faz parte da história oral dos judeus". Quanto ao paradeiro do corpo, o rabino canadense mantém o que diz a lenda: "Está no sótão da Sinagoga Alt Neue (Antiga Nova), debaixo de pilhas de livros sagrados envelhecidos pelo tempo".

Mas o diretor do Museu Judeu de Praga e outros líderes da comunidade de Praga não compartilham da mesma opinião. Segundo ele, o Golem nunca existiu. "Muitos vêm a Praga atraídos pelas suas lendas, especialmente os judeus chassídicos. Já fui acordado duas vezes no meio da noite, quando algumas pessoas me chamaram pedindo que eu as levasse ao sótão da sinagoga para ver o Golem. Consegui convencê-los de que a criatura nunca existira".

Quanto à negação dos líderes da comunidade sobre a existência do Golem, o rabino New tem a seguinte interpretação: "O Maharal não queria que ele fosse venerado e, assim sendo, há um segredo absoluto sobre essa criatura e seu corpo".

A existência de um golem na maioria das histórias mostrava algo bom, mas com problemas. Embora não fosse inteligente, o golem podia fazer simples tarefas repetidamente. O problema era controlá-lo e fazê-lo parar. Alguns narrativas falam tambem que a criação desse ser não é desprovida de riscos. Além do fato de que, como a maioria das narrativas cita, ele continua a crescer, tornando-se mais forte e incontrolável, havia a possibilidade de um demônio entrar no invólucro de barro e ele degenerasse para um tipo idiota e inútil. 

O filme "O Golem - Como veio ao mundo" (Der Golem, wie er in die Welt kam), de 1920, do diretor Paul Wegener, é a adaptação cinematográfica da narrativa clássica da história ambientada em Praga do século XVI. Este filme, em que próprio Paul Wegener interpreta o papel do Golem, é considerado uma das obras-primas do Expressionismo alemão.


Fonte: http://www.morasha.com.br/comunidades-da-diaspora-1/golem-de-praga.html
wikipedia 

http://arquivosdoinsolito.blogspot.com.br/
http://www.sitedecuriosidades.com/curiosidade/o-golem.html
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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Richard Chase - O Vampiro de Sacramento


Richard Trenton Chase foi um dos assassinos em série mais notórios da América, devido à depravação dos seus atos. Ganhando o apelido de "Vampiro de Sacramento", ele aterrorizou a Califórnia pelo fato de beber o sangue de suas vítimas para satisfazer seu delírio persistente de que os nazistas estavam tentando transformar seu sangue em pó.

Nascido em 23 de maio de 1950, Richard foi criado em uma família rígida, sendo espancado muitas vezes por seu pai e também alegava ser vítima de abusos nas mãos de sua mãe. Em sua adolescência, ele era conhecido como um alcoólatra e usuário de drogas crônico. Também sofria de disfunção erétil devido a "problemas psicológicos decorrentes da raiva reprimida".

Quando adulto, acabou desenvolvendo hipocondria, e sempre reclamava que seu coração ocasionalmente "parava de bater", ou que "alguém tinha roubado sua artéria pulmonar”. As vezes ele chegava a colocar laranjas em cima de sua cabeça, acreditando que a vitamina C seria absorvida pelo seu cérebro por meio de difusão. Richard também acreditava que os ossos de seu crânio haviam se separado e estavam movimentando-se como placas tectônicas. Ele chegou a raspar sua cabeça para poder ver esta atividade.

Depois de deixar a casa de sua mãe (acreditando que ela estava tentando envenená-lo), Richard alugou um apartamento com amigos. Os companheiros de Richard reclamavam que ele estava constantemente embriagado, e também andava nu no apartamento, mesmo em frente de outras pessoas. Devido a seus péssimos hábitos, os amigos exigiram que Richard saísse do apartamento e fosse embora. Porém ele se recusou a sair, então seus amigos acabaram saindo em seu lugar.

Depois que ficou sozinho no apartamento, Richard começou a capturar, matar e estripar vários animais. Ele devorava as suas tripas, e às vezes misturava os órgãos dos animais com Coca-Cola em um liquidificador bebendo a mistura como “milkshake”. Richard acreditava que ao se alimentar dessas especiarias, impediria que o seu coração encolhesse.


Em 1975, Richard foi involuntariamente internado em uma instituição mental depois de dar entrada num hospital por contaminação no sangue, que contraiu após aplicar injeção de sangue de coelho em suas veias. Frequentemente partilhando as fantasias de matar coelhos com outras pessoas, ele certa vez foi encontrado com manchas de sangue ao redor da boca, mas o pessoal do hospital descobriu que ele tinha bebido o sangue de aves e jogado os cadáveres fora da janela de seu quarto do hospital. Os funcionários passaram a referir-se a ele como "Drácula".

Em uma das muitas situações que causou enquanto estava na instituição, ele aplicou sangue do cão de terapia em si próprio para controlar o seu vício, e confirmou que obteve as seringas de caixotes do lixo deixados nas salas dos médicos. Os funcionários levaram semanas até perceberem isso, e depois de descoberto e confirmado, nunca mais o instituto trouxe quaisquer animais até ele. Às vezes, ele era pego defecando em lugares inapropriados, para em seguida usar suas fezes para pintar arte nas paredes da instituição.

Depois de ser submetido a um variado número de tratamentos envolvendo drogas psicotrópicas, Richard deixou de ser considerado um perigo para a sociedade e, em 1976, ele foi liberado sob a fiança de sua mãe.

Sob os cuidados da mãe, Richard parou de tomar os antipsicóticos, pois sua mãe decidiu que ele não precisava mais tomar a medicação prescrita, afirmando que seu filho se tornara um zumbi. Então ela jogou fora a medicação e devolveu Richard ao seu próprio apartamento.

Um tempo depois, em meados de 1977, Richard foi parado e detido por um agente local em uma reserva na área de Lake Tahoe. Ele estava com a camisa encharcada de sangue, e dirigia um caminhão com armas e um balde de sangue. Ele convenceu o agente que foi um mal-entendido envolvendo um animal que havia caçado. Então nenhuma acusação foi feita.

Em 29 de dezembro de 1977, Richard fez sua primeira vítima humana: Ambrose Griffin, um engenheiro de 51 anos de idade e pai de dois filhos. Após ouvir um tiroteio, um dos filhos de Griffin relatou ter visto um vizinho andando pelo bairro, com uma espingarda calibre 22. A arma foi apreendida, mas os testes de balística determinaram que não era a arma do crime.

Em 11 de janeiro de 1978, Richard pediu a uma vizinha um cigarro e, em seguida, à ameaçou até ela entregar todos os cigarros que tinha em casa. Duas semanas depois, ele tentou entrar na casa de outra mulher, mas, ao ver que suas portas estavam trancadas, foi embora. Richard disse aos detetives que ele via as portas fechadas como um sinal de que ele não era bem vindo, mas que as portas abertas eram um convite para entrar. Mais tarde ele foi expulso de uma casa por um casal que voltava das compras, e o pegaram roubando os pertences da casa após urinar e defecar em suas camas e roupas.

Teresa Wallin
Em 21 de janeiro 1978, Richard fez sua segunda vítima, uma mulher chamada Teresa Wallin. Richard estava tentando invadir alguma casa ate que conseguiu entrar na casa de David e Teresa Wallin. David estava no trabalho e Teresa deixou a porta destrancada para levar o lixo para fora. Richard a emboscou e a matou com um tiro. Teresa estava grávida de três meses, e mesmo assim depois de matar Teresa, Richard estuprou, mutilou, bebeu e se banhou em seu sangue e pra terminar encheu de fezes de cachorro a boca do cadáver. Dois dias depois de matar Teresa, Richard comprou dois filhotes de cães de um vizinho. Em seguida os matou e bebeu o sangue.

Evelyn Miroth
Em 27 de janeiro, Richard cometeu seus últimos assassinatos. Entrando na casa de Evelyn Miroth, 38 anos, ele encontrou sua amiga, Danny Meredith, em quem atirou e matou com sua pistola calibre 22, e roubou e as chaves de seu carro. Em seguida, ele matou também a tiros Evelyn, seu filho Jason, de 6 anos, e seu sobrinho de 22 meses de idade, David.  Tal como fez com Teresa Wallin, Richard cometeu necrofilia e canibalismo com o cadáver de Evelyn.

Jason Miroth
Uma menina de seis anos de idade, amiga do pequeno Jason Miroth, bateu na porta da casa, e Richard acabou fugindo do local no carro de Danny, levando o corpo de David com ele. A menina alertou um vizinho, que avisou a polícia. Ao entrar na casa, a polícia descobriu que Richard havia deixado marcas perfeitas de suas mãos e sapatos com o sangue das vitimas. Richard voltou ao seu apartamento na Avenida Watt, onde bebeu o sangue de David e comeu vários de órgãos internos da criança (incluindo o cérebro) antes de descartar o corpo em uma igreja próxima.

David Ferreira 
Em 1979, Richard foi preso e julgado por seis acusações de assassinato. A fim de evitar a pena de morte, a defesa tentou transforma-lo em culpado de assassinato de segundo grau, o que resultaria em uma pena de prisão perpétua. O caso deles dependia da possibilidade de doença mental e a sugestão de que seus crimes não foram premeditados. Em 8 de maio, Richard foi considerado culpado das seis acusações de assassinato em primeiro grau e foi condenado a morrer na câmara de gás. O Júri rejeitou o argumento de que ele não era culpado por razões de insanidade. Seus companheiros de prisão, cientes da natureza dos bizarros crimes de Richard, temiam-no, e de acordo com os funcionários da prisão, muitas vezes eles tentaram convencê-lo a cometer suicídio.

Richard concedeu uma série de entrevistas a Robert Ressler (um agente do FBI especialista em serial killers) durante a qual falou de seus temores de nazistas e UFOs, alegando que, embora ele tivesse matado, não foi culpa dele, ele tinha sido forçado a matar para se manter vivo, que ele acreditava que qualquer pessoa na mesma situação faria o mesmo. Ele pediu a Robert para lhe dar acesso a um radar, com o qual ele poderia apreender os UFOs nazistas, de modo que estes poderiam ir a julgamento pelos assassinatos. Ele também entregou a Robert uma grande quantidade de macarrão e queijo, que ele havia acumulado nos bolsos das calças, acreditando que os agentes penitenciários estavam em parceria com os nazistas e tentariam matá-lo com comida envenenada. Os críticos alegam que Richard inventou todas essas histórias para Robert, afim de ganhar a simpatia do público e obter o seu pedido de insanidade reconsiderada em sede de recurso, evitando assim a sentença de morte. Em 26 de dezembro de 1980, um guarda da prisão encontrou Richard deitado em sua cama contorcido, sem estar respirando. Uma autópsia determinou que ele cometeu suicídio com uma overdose de antidepressivos prescritos pelo médico da prisão, no qual ele tinha guardado durante várias semanas. Não está claro se ele fez isso devido as sugestões dos presos ou ao seu próprio estado mental.


Fonte: http://coolinterestingstuff.com
wikipedia
http://murderpedia.org/
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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Carl Panzram


Carl Panzram foi um serial killer com uma ficha criminal extensa e agitada, por crimes como estupros, assassinatos, incêndios e roubos. Nascido em 28 de junho de 1891, East Grand Forks, Minnesota, Carl era filho de um casal de imigrantes da Prússia Oriental: Johann "John" e Matilda Panzram. Ele foi criado em uma fazenda com mais cinco irmãos. Quando tinha 7 anos seu pai abandonou a sua mãe e aos 8 anos ele acabou entrando na vida do crime.

Em 1903, com 12 anos, Carl roubou um pedaço de bolo, maçãs, e um revólver de casa de um vizinho. Logo depois, foi enviado para o reformatório, no qual ficou por dois anos, na companhia de cerca de outros 300 jovens. Lá, foi espancado e sodomizado várias vezes, inclusive por líderes religiosos. Carl odiava tanto esse lugar, por tudo que passou em que em 1905, ao sair do reformatório, ele deixou um dispositivo armado para incendiar a instituição.

Na adolescência ele já era um alcoólatra e por várias vezes se envolveu em problemas com as autoridades, muitas vezes por furto e roubo. Aos 14 anos ele fugiu de casa e passou e a viajar clandestinamente em vagões de trem. Ele roubava, mendigava e dormia em qualquer lugar, por isso certa vez acabou sendo estuprado por um grupo de quatro vagabundos.

Acabou sendo preso novamente por roubo e foi parar em um reformatório no qual matou um policial pelas costas, atingindo-o na cabeça com um pedaço de madeira. Após esse episódio, ele fugiu com um colega e passou a roubar tudo o que podia, incluindo igrejas, que eram incendiadas depois.

Em 1907, com 15 anos de idade, Carl conseguiu se alistar no Exército dos Estados Unidos,  mentindo sua idade.Pouco tempo depois, por ser rebelde e contra qualquer tipo de autoridade, ele cometeu um furto e foi condenado a três anos (1908-1910) de serviços forçados na Penitenciária Federal de Leavenworth. O Secretário de Guerra (e futuro presidente) William Howard Taft foi quem aprovou a sentença.

A prisão não adiantou muito, pois Carl não obedecia as regras de lá também e sempre era castigado. Chegou a queimar uma parte da prisão, mas não foi descoberto. Por outras razões teve que carregar uma bola de ferro presa ao pé, mesmo quando trabalhava 10 horas por dia, 7 dias por semana, quebrando pedras. Saiu em 1910 e afirmou que qualquer bondade que ainda existia nele foi esmagada durante sua prisão em Leavenworth.

Carl era conhecido por sua grande força física, o que o ajudou a dominar a maioria dos homens que matou. Ele também esteve envolvido em vandalismo e incêndios criminosos. Uma das poucas vezes em que não se envolveu em atividades criminosas foi quando ele foi contratado como fura-greve contra os trabalhadores sindicalizados. Ele foi preso mais algumas vezes, mas sempre fugia. E mantinha o seu comportamento incendiário. Declarou que não era seletivo com suas vítimas, bastava que fossem seres humanos. Estuprou um policial que tentou extorqui-lo e nunca desenvolveu interesse por mulheres. Nas prisões, sodomizava os colegas de cela. Em uma destas prisões, preencheu na sua ficha de admissão a profissão: “ladrão” e apesar das punições serem cada vez maiores, seu comportamento não mudava.

Em 1 de junho de 1915, Carl assaltou uma casa em Astoria, Oregon, mas foi preso logo depois ao tentar vender alguns dos itens roubados. Ele foi condenado a sete anos de prisão, a ser servido no Oregon State Penitentiary em Salem, onde chegou em 24 de junho. 

Na chegada, ele se tornou o prisioneiro número 7390 e estava sob a supervisão do diretor Harry Minto, que acreditava no tratamento duro dos detentos, incluindo espancamentos e isolamento, entre outras medidas disciplinares. Carl foi punido várias vezes enquanto esteve em Salem, incluindo 61 dias em confinamento solitário, antes de escapar em 18 de setembro de 1917. Após dois tiroteios, ele foi recapturado e voltou para a prisão. Em 12 de maio de 1918, ele escapou mais uma vez serrando as grades de sua cela, e pegou um trem que ia para o leste, e começou a usar o nome de John O'Leary, além de raspar o bigode. Ele nunca mais voltaria para o Noroeste.

Roubou a casa de William H. Taft, ex-presidente dos EUA (o qual havia aprovado sua prisão em Leavenworth) e com o dinheiro que conseguiu vendendo as coisas roubadas comprou um iate o Akiska. Com isso atraia marinheiros, oferecendo trabalho e então, os violentava, matava e jogava os corpos no mar. Ele afirmava ter matado dez no total. Os assassinatos a marinheiros só terminaram após o Akiska encalhar e afundar perto de Atlantic City, New Jersey, e dois marinheiros que seriam suas próximas vítimas o ajudaram e depois fugiram. Depois deste incidente, Carl pegou um navio para a África e desembarcou em Luanda, Angola. Em 1921 enquanto ainda estava na Angola estuprou e matou um garoto de apenas 12 anos esmagando sua cabeça com uma pedra. Ele também contratou um barco a remo, com seis remadores, depois atirou nos remadores com uma pistola e jogou seus corpos para os crocodilos. Teve que fugir porque muitas pessoas o tinham visto com os remadores e foi para Portugal, mas lá já era procurado então rumou para os EUA.

Em 1922, depois de voltar para os Estados Unidos, ele estuprou e matou dois meninos pequenos, e roubou uma embarcação que pertencia a um comissário da polícia. Repintou a embarcação e mudou o nome. Usando a arma que achou neste barco, matou mais uma pessoa – além de ter sodomizado outra, que o denunciou. Foi preso pouco depois.

Arranjou um advogado dizendo que no seu barco havia muito dinheiro e que lhe daria após sair, após ser posto em liberdade fugiu e o advogado descobriu que o barco era roubado. Depois de várias prisões em uma de suas fugas quebrou as pernas e foi operado, nessa operação lhe tiraram um testículo. Quando voltou para a cadeia ficou na solitária por alguns meses. Assim que cumpriu sua pena de 5 anos e voltou as ruas, matou outra pessoa e assim foi preso mais uma vez, a primeira na qual deu seu nome verdadeiro. 

Em 1928 Carl foi preso por roubo em Washington, e durante seu interrogatório ele voluntariamente confessou ter matado dois meninos. À luz da sua extensa ficha criminal, ele recebeu uma pena de 25 anos e foi transferido novamente para a Penitenciário Federal Leavenworth . Foi lá que teve contato com Henry Lesser, um guarda que se interessou por suas histórias. Henry perguntou o seu crime, e ele respondeu: “O que eu faço é reformar as pessoas.”

foto do Guarda Henry Lesser
Tendo confessado seus crimes ele recebeu uma pena de 25 anos que era para ser comprida na Leavenworth. “Eu vou matar o primeiro homem que me incomodar”, disse Carl. Com base nessa ameaça, a ele foi dado um trabalho solitário na sala da lavanderia da prisão. E em 20 de junho de 1929 ele matou Robert Warnke, capataz da lavanderia da prisão, o espancando até a morte com uma barra de ferro, e foi condenado à morte. Ele se recusou a apelar a sentença, e respondeu com ameaças de morte a ofertas de ativistas de direitos humanos para intervir em seu nome. Ele chegou a escrever uma carta ao presidente dizendo que não queria outro julgamento, e que estava plenamente satisfeito com aquele e com a pena. “Eu me recuso absolutamente a aceitar um perdão ou uma mudança na pena.”

Enquanto estava no corredor da morte Carl foi ajudado pelo Henry, que lhe forneceu materiais de escrita. Ele escreveu um resumo detalhado de seus crimes e filosofia niilista. Tudo começou com uma declaração simples:
"Durante minha vida, eu assassinei 21 seres humanos, eu tenha cometido milhares de assaltos, roubos, latrocínios, incêndios propositais e, por último mas não menos importante, eu tenha cometido sodomia em mais de 1.000 seres humanos do sexo masculino. Por todas estas coisas que eu não estou no nem um pouco arrependido."
Carl foi enforcado no dia 5 de setembro de 1930. Enquanto a corda estava sendo colocado em volta do pescoço, ele cuspiu no rosto de seu carrasco e declarou: "Eu desejo que toda a raça humana tenha um pescoço e eu tenha minhas mãos em torno deles!" 

Quando perguntado pelo carrasco se ele tinha algumas últimas palavras, Carl gritou: "Sim, apresse-se, seu bastardo! Eu poderia matar uma dúzia de homens, enquanto você está enrolando!"
Carl foi enterrado no Cemitério da penitenciária Leavenworth.

Fontes: wikipedia
              MedoB
           Murderpedia
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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Aileen Wuornos


Aileen Wuornos foi uma prostituta considerada a primeira mulher serial killer dos Estados Unidos. Ela matou 7 homens na Flórida entre 1989 e 1990 atirando a queima roupa em todos e alegando legitima defesa, pois esses homens haviam tentado estuprá-la enquanto estava trabalhando.

Nascida Aileen Carol Pittman, em Rochester, Michigan, em 29 de fevereiro de 1956, teve uma infância problemática devido aos pais adolescentes. Em 1960, sua mãe, Diane Pratt, tinha 14 anos quando se casou com seu pai, Leo Dale Pittman em 3 de Junho de 1954. Em 14 de março de 1955, o casal teve seu primeiro filho, Keith. E Menos de dois anos depois do casamento, e dois meses antes Aileen nascer, Diane pediu o divórcio. 

Em janeiro de 1960, quando Aileen tinha quase quatro anos, Diane (sua mãe) a abandonou junto com seu irmão, deixando-os com seus avós maternos, Lauri e Britta Wuornos, que legalmente adotaram Keith e Aileen em 18 de Março de 1960. Aileen nunca chegou a conhecer seu pai. Ele foi preso e diagnosticado com esquizofrenia, mais tarde condenado por crimes sexuais contra crianças, e, eventualmente, se enforcou na prisão em 30 de janeiro de 1969. 


Com 11 anos, começou prática de atividades sexuais na escola em troca de cigarros, drogas e alimentos. Ela também havia se envolveu sexualmente com o próprio irmão. Certa vez Aileen alegou que seu avô alcoólatra tinha abusado sexualmente e a espancado quando era criança. 

Em 1970, aos 14 anos ela engravidou e não se sabe ao certo se o pai era o próprio irmão ou não. Porém o bebê nasceu em uma casa para mães solteiras em 23 de março de 1971 e foi colocado para adoção. Poucos meses depois de seu bebê nascer, ela saiu da escola na época em que sua avó morreu de insuficiência hepática. Em 1971, aos 15 anos, seu avô a colocou para fora da casa, e ela começou a trabalhar como prostituta, em lugares diversos, e cometendo pequenos delitos.

Normalmente utilizava apelidos como: Sandra Kretsch, Lee Blahover, Lori Grody e Cammie Greene. Em 27 de maio de 1974 foi detida no Condado de Jefferson, Colorado, por dirigir bêbada e atirar com uma pistola calibre 22 a partir de um veículo em movimento. Em 1976, enquanto pegava carona para a Florida conheceu o presidente do Iate Club Lewis Gratz Fell, de 69 anos com quem acabou se casando. O anúncio de seu casamento foi impresso nas páginas da coluna social do jornal local. Mas o matrimônio durou pouco. Continuamente se envolvendo em brigas no bar local, Aileen acabou sendo presa por roubo. Depois agrediu Lewis com sua própria bengala o que acabou lhe rendendo uma ordem de restrição contra ela. O casamento foi anulado em 21 de julho após nove semanas de casados. 

Aileen e Gratz Fell
Tambem em 1976, seu irmão, morreu de câncer e ela herdou então dez mil dólares de seu seguro de vida, que rapidamente gastou em luxos e em um carro novo. Ailleen teve varia outras apreensões que ocorreram por uso de cheques sem fundo, roubar uma arma, dirigir sem licença, resistência à autoridade, falsidade de informação, roubo de carro, excesso de velocidade, intimidação, etc.

Depois de tudo isso, Aileen passou a frequentar um bar gay onde conheceu e passou a se relacionar com Tyria Moore, com quem permaneceu por 4 anos. Elas se sustentavam com uma renda apertada conseguida com a prostituição de Aileen e alguns crimes. A cumplicidade de ambas as conduziu para o vandalismo, a violência e o ódio. Um ano depois sua conduta ficou absurdamente incontrolável, levando continuamente uma arma na bolsa. 

Sua primeira vítima foi Richard Mallory, um eletricista de 51 anos encontrado no dia 13 de dezembro de 1989 perto de Daytona Beach morto com três tiros, e que ela alegou ter matado em legítima defesa. Dois dias depois, o vice-xerife do condado de Volusia, Florida, foi encontrado dentro do veículo abandonado de Mallory. Em 13 de dezembro, o corpo de Mallory foi encontrado a várias milhas de distância em uma área arborizada; ele tinha sido baleado várias vezes, duas balas atingiram o pulmão esquerdo e foram apontadas como a causa da morte. Foi por esse assassinato que Aileen inicialmente foi condenada.

Seis meses depois em 1 de junho de 1990, outro homem foi morto com seis tiros, seu corpo nu foi encontrado ao longo da estrada 19 em Citrus County, Florida. Outros cinco homens: Charles Carskaddon, Peter Siems, Eugene Burress, Dick Humphreys e Walter Antonio, também foram mortos por Aileen em circunstancias parecidas.

Aileen e Tyria foram encontradas através de denúncias, depois que se envolveram em um acidente com o carro de uma de suas vitimas. A policia também encontrou pertences das vitimas em loja de penhores, e impressões digitais que se confiram ser de Aileen, pois ela tinha uma ficha criminal na Flórida, e suas impressões digitais estavam no arquivo para consulta.

Tyria Moore
Em 9 de janeiro de 1991 Aileen foi presa em um bar de motoqueiros em Volusia County. Tyria foi localizada pela policia no dia seguinte e concordou em ajudar a policia, a obter uma confissão de Aileen, em troca de imunidade. Sob a orientação da polícia, ela fez inúmeras chamadas telefônicas para Aileen, pedindo ajuda a limpar o seu nome. Três dias depois, em 16 de Janeiro de 1991, Aileen confessou os assassinatos. Ela afirmou que os homens tinham tentado estuprá-la e ela os matou em legítima defesa.

Aileen obteve uma sentença em 14 de janeiro de 1992, e outra em 27 de janeiro do mesmo ano. Em sua sentença, psiquiatras testemunharam que Aileen estava mentalmente instável e tinha sido diagnosticada com transtorno de personalidade borderline e transtorno de personalidade antissocial. Quatro dias mais tarde, ela foi condenada à morte. Ao todo Aileen recebeu seis sentenças de morte entre 1992 e 1993.

Aileen contou várias histórias inconsistentes sobre os assassinatos. Inicialmente alegou legitima defesa em todos os assassinatos, mas depois mudou sua versão alegado desejo por roubar e não deixar testemunhas. Durante uma entrevista com câmeras desligadas, ela disse a ele que era, de fato, autodefesa, mas ela não podia suportar estar no corredor da morte, e queria morrer.


Em uma petição de 2001 a Suprema Corte da Flórida, ela declarou a sua intenção de demitir seu advogado e terminar todos os recursos pendentes. "Eu matei aqueles homens", escreveu ela, "e roubei-lhes a sangue frio”. E eu faria isso de novo. Não há nenhuma chance de me manter viva ou qualquer coisa, porque eu mataria novamente. Eu tenho ódio correndo pelos meus sistemas... Eu estou tão cansada de ouvir "ela é louca" e essas coisas. Eu fui avaliada tantas vezes. Eu sou completamente sã e eu estou tentando dizer a verdade. Eu sou aquela que seriamente odeia a vida humana e mataria de novo. Enquanto seus advogados argumentavam que ela não era mentalmente competente para fazer tal pedido, Aileen insistiu que ela sabia o que estava fazendo, e um grupo nomeado pelo tribunal de psiquiatras concordaram.

Nas semanas antes de sua morte Aileen ainda denunciou a penitencia de estar sabotando sua comida, fazendo tortura sonora e psicológica para fazer-lhe parecer louca. E que a mídia a policia e a justiça estavam condenando uma mulher estuprada a morte, para vender livros filmes e etc. Suas ultimas palavras para os repórteres que a entrevistaram foi: "muito obrigada, sociedade, ferraram minha bunda."


A execução de Aileen aconteceu no dia 9 de outubro de 2002. Ela morreu as 9:47, e pediu " Frango Frito do Kentucky com batatas fritas", como sua última refeição. O corpo Aileen foi cremado, e suas cinzas foram espalhadas sob uma árvore nativa em Michigan, e também solicitou que a canção de Natalie Merchant "Carnival" fosse tocada em seu funeral.


Fontes: wikipedia
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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Giovanni Aldini, O Original "Doutor Frankestein"


Giovanni Aldini (Bolonha, 10 de abril de 1762 - Milão, 17 de janeiro de 1834), foi um físico italiano, irmão do Conde Antonio Aldini e sobrinho de Luigi Galvani, cujo tratado sobre eletricidade muscular foi editado por ele, com notas, em 1791.

Tornando-se professor de Física em Bolonha em 1798, seu trabalho científico foi focado principalmente no galvanismo e suas aplicações médicas, incluindo assim a construção e iluminação de faróis, bem como experiências para a preservação da vida humana e objetos materiais frente a destruição pelo fogo. Giovanni ajudou a montar um grupo de cientistas em Bolonha para fazer experimentos nesta área, envolvendo o uso terapêutico de correntes elétricas. Esses experimentos levaram Giovanni a criar um dos mais macabros espetáculos já vistos. 

Viajando por toda a Europa, Giovanni coreografou inúmeras e horríveis mostras teatrais. Multidões pagavam para assistirem com olhares horrorizados enquanto Giovanni eletrificava uma variedade de partes de pedaços humanos e animais. Giovanni promovia manifestações espetaculares e arrepiantes, produzindo convulsões espasmódicas dos músculos de braços, pernas e contrações dos músculos faciais de cabeças humanas decepadas. Usando os restos decepados de animais e seres humanos e a corrente elétrica de uma bateria poderosa, Giovanni fazia com que olhos virassem, mandíbulas se abrirem e dentes rangessem. 


Um espetáculo verdadeiramente apavorante, testemunhas relatavam não conseguir afastar a sensação de que as "vítimas" realmente tinham acabado de ser trazidas de volta à vida, apenas para sofrer novamente. 

A fama de Giovanni cresceu exponencialmente após uma demonstração que fez em 1803 no Royal College of Surgeons, em Londres, Inglaterra. Na ocasião, Giovanni usou a eletricidade no corpo de um criminoso chamado George Foster, que havia sido executado por enforcamento. Os experimentos de Giovanni provocaram contrações musculares no cadáver e espanto e horror na audiência. Algumas pessoas chegaram a exigir um novo enforcamento do homem, já que ele tinha "voltado à vida".


Em sua época, ele não foi considerado um "cientista louco" especialmente porque que o imperador da Áustria, em reconhecimento das suas realizações, fez de Giovanni um cavaleiro da Coroa de Ferro e conselheiro de estado de Milão, local onde veio a falecer posteriormente. Além disso, utilizando o método do galvanismo, Giovanni foi capaz de tratar pessoas com doenças mentais tais como a esquizofrenia e também a depressão crônica, utilizando estímulos elétricos cerebrais para o tratamento dessas doenças. Por tal feito, Giovanni tornou-se um dos pioneiros neste tipo de tratamento que foi aperfeiçoado com os anos e ainda é um dos mais eficazes no tratamento de doenças mentais por oferecer baixo risco a saúde.

Os seus experimentos inusitados como a animação de cadáveres humanos e animais lhe garantiram inúmeros apelidos, inclusive esses experimentos foram a inspiração para a criação do tão famoso Frankenstein.


fontes: http://listverse.com/
wikipedia
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