domingo, 25 de novembro de 2012

Tulpas


Tulpa é uma entidade ou objeto que, segundo o budismo tibetano, pode ser criada unicamente pela força de vontade, envolvendo meditação, concentração e visualização intensas. Em outras palavras, a Tulpa seria um pensamento tornado tão real pelo praticante que chegaria a assumir uma forma física, material.

Segundo os monges tibetanos existe certa fórmula para isso. Em 1960 uma pesquisadora, Alexandra David-Neel teve acesso a essas fórmulas. E ela descreveu sua experiência em seu livro "Magic and Mystery in Tibet". No livro ela explica que existem consequências na criação de um Tulpa.

Depois que uma Tulpa é criada (de acordo com formato que você desejou), ela não fica totalmente presa a sua vontade. Em pouco tempo, a Tulpa passa a demonstrar certos traços de rebeldia. Como lhes faltam conceitos básicos de humanidade, elas podem se tornar agressivas e acabar machucando ou até matando seus criadores. Nessa fase, a Tulpa pode até ser enviado numa missão e não retornar, seguindo "vida própria".

Na maioria dos casos, a Tulpa desaparece com a morte de seu criador, porém existem relatos de Tulpas cujo poder de criação foi tão forte que sobreviveram mesmo após a morte de seu criador. Algumas Tulpas são muito confundidas com fantasmas e outras criaturas imaginadas pelas pessoas. Um exemplo disso é quando uma comunidade acredita em uma lenda falsa que com a crença de todos acaba vindo a existir, assim se da origem a uma Tulpa. 


A existência das Tulpas poderiam explicar diversos casos sobrenaturais. O famoso Bicho Papão pode ser nada mais nada menos que uma criação mental inconsciente do medo de uma criança frente à escuridão. Imagine uma mansão antiga onde crimes foram cometidos. Ela fica abandonada. Os moradores da vizinhança temem o local devido ao seu passado. Então o inconsciente coletivo começa a gerar projetos de Tulpas na mansão. Não são completos, apenas sugestões, e aparecem em relances para alguns poucos coitados que os confundem com fantasmas. O local fica conhecido por ser “assombrado” e vai se alimentando da força das mentalizações, tornando-se um local assombrado de verdade. Enquanto alguém estiver acreditando e mentalizando, o local permanecerá sendo um local de manifestação incompleta de Tulpas.

Porém, para que uma Tulpa tome uma forma física, não basta apenas o pensamento para a manifestação final e sim todo um ritual.

Gostou do post? Então deixe seu comentário querido bizarrinho! Ele será bem vindo! Compartilhe nossos posts no Facebook e em outras redes-sociais e ajude o Meu Monstrinho Bizarro a crescer :)

sábado, 24 de novembro de 2012

Post Mortem Photos

A mãe esta morta.
As fotos "Post Mortem" aparentemente tiveram origem na Inglaterra, quando a Rainha Victoria pediu que fotografassem um cadáver de uma pessoa conhecida, ou um parente, para que ela guardasse como recordação.

A partir desse momento, o "costume" lentamente se espalhou por diversas partes do mundo, sendo que várias famílias passaram a fazer a mesma coisa, guardando para si uma mórbida recordação do ente querido que havia partido.

Até os dias de hoje, por mais estranho que se possa parecer, em alguns lugares ainda se tem esse costume.
Durante o século XIX, o ato de fotografar os falecidos era bem mais comum, parecendo nos dias de hoje algo "mórbido" e sem sentido, mas naquele tempo se tornou um costume natural.

Criar álbuns com fotos dos familiares e amigos mortos, era uma espécie de negação da morte, ao mesmo tempo em que as fotografias tornavam-se recordações guardadas pela família para se lembrar daqueles que se foram.
Além disso, as "fotografias" naquela época era um grande luxo, devido ao elevado preço para produzi-las e também devido à pouca quantidade de câmeras fotográficas e profissionais disponíveis.
A fotografia "Post Mortem" era algo bem caro, e funcionava como última homenagem aos falecidos.
No ato de fotografar a pessoa que morreu à pouco tempo, estando o corpo em estado "fresco", eram criados verdadeiros cenários elaborados com composições muitas vezes complexas de estúdio para fazer os álbuns dos mortos, e assim tornar a morte menos dolorosa.
Todas estão mortas, e a moça de costas esta com o rosto desfigurado.

Em outros casos, após algum tempo do falecimento da pessoa, e ocorrido o "rigor mortis", era necessário inventar situações complicadas para a foto ficar natural, envolvendo a instalação de calços sob cadeiras e inclinar a câmera fotográfica para que a cena se ajustasse a posição fixa do cadáver.
Para essas fotos o importante era fazer parecer que os falecidos estivessem dormindo ou em posições de pessoas "vivas".
Com isso, era comum fotos com grupos de mortos e também de pessoas vivas sentados fazendo poses com cadáveres.

Em algumas montagens, eram colocadas estacas de madeira por dentro da roupa dos cadáveres, ao mesmo tempo que eram maquiados e colocados em posições como se estivessem vivos, como: em pé ao lado de familiares, sentados com pernas cruzadas em sofás, lendo livros, abraçando um ente querido, ou outra pose que fosse normal para quem estivesse vivo.
Grande parte das fotos de bebês eram coloridas artificialmente para dar um tom de vida ao cadáver das crianças.
Gostou do post? Então deixe seu comentário querido bizarrinho! Ele será bem vindo! Compartilhe nossos posts no Facebook e em outras redes-sociais e ajude o Meu Monstrinho Bizarro a crescer :)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Ouroboros

Ouroboros (ou oroboro ou ainda uróboro) é um símbolo representado por uma serpente, ou um dragão, que morde a própria cauda. O nome vem do grego antigo: οὐρά (oura) significa "cauda" e βόρος (boros), que significa "devora". Assim, a palavra designa "aquele que devora a própria cauda". Sua representação simboliza a eternidade. Está relacionado com a alquimia, que é por vezes representado como dois animais míticos, mordendo o rabo um do outro. É possível que o símbolo matemático de infinito (∞) tenha tido sua origem a partir da imagem de dois ouroboros, lado a lado.

Segundo o Dictionnaire des symboles o ouroboros simboliza o ciclo da evolução voltando-se sobre si mesmo. O símbolo contém as ideias de movimento, continuidade, auto fecundação e, em consequência, eterno retorno.

Albert Pike, em seu livro, Morals and Dogma, explica: "A serpente, enrolada em um ovo, era um símbolo comum para os egípcios, os druidas e os indianos. É uma referência à criação do universo".

A forma circular do símbolo permite ainda a interpretação de que a serpente figura o mundo infernal, enquanto o mundo celeste é simbolizado pelo círculo.

Em outra interpretação, menos maniqueísta, a serpente rompe uma evolução linear, ao morder a cauda, marcando uma mudança, pelo que parece emergir num outro nível de existência, simbolizado pelo círculo.

Para alguns autores, a imagem da serpente mordendo a cauda, fechando-se sobre o próprio ciclo, evoca a roda da existência. A roda da existência é um símbolo solar, na maior parte das tradições. Ao contrário do círculo, a roda tem certa valência de imperfeição, reportando-se ao mundo do futuro, da criação contínua, da contingência, do perecível.


O ouroboros costuma ser representado pelo círculo. O que parece indicar, além do perpétuo retorno, a espiral da evolução, a dança sagrada de morte e reconstrução.

Pode-se referir que o ouroboros, ou símbolos semelhantes, constam de obras alquímicas, nas quais significa “alimenta este fogo com fogo, até que se extinga e obterás a coisa mais estável que penetras todas as coisas, e um verme devorou o outro, e emerge esta imagem”. Isto, após uma fase em que pela separação se divide o um em dois, que contém em si mesmo o três e o quatro,“... é um fogo que consome tudo, que abre e fecha todas as coisas”.

Registre-se ainda, na tentativa de avançar pistas para a raiz etimológica da palavra “ouroboros”, que em copta “ouro” significa “rei” e em hebraico “ob” significa “serpente”.

Se o segundo símbolo constante da nossa imagem for uma alcachofra, diga-se que esta é tida por alguns o análogo vegetal da fênix, pois após ser submetida ao calor a sua flor perde o colorido e fica totalmente branca, posto o que renasce.

Geralmente, nos livros antigos, o símbolo vem acompanhado da expressão "Hen to pan" (o um, o todo). Remete-se assim, mais uma vez, ao tema da ressurreição, que pode simbolizar o “novo” nascimento do iniciado.

Em relação a certos ensinamentos do budismo tibetano (como dzogchen e mahamudra), pode-se esboçar uma maneira específica para vivenciar (em estado meditativo) este ato de "morder a própria cauda". Por exemplo, ao perceber-se num estado mental atípico (além das formas habituais) procurar olhar a si mesmo.

Gostou do post? Então deixe seu comentário querido bizarrinho! Ele será bem vindo! Compartilhe nossos posts no Facebook e em outras redes-sociais e ajude o Meu Monstrinho Bizarro a crescer :)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

A Lenda da Noiva Cadáver


O filme “A Noiva Cadáver” é baseado em uma história do folclore Russo do século XIX, contada para crianças antes de dormir. Em uma época quando o anti-semitismo estava espalhado pela Europa, muitos dos seguidores desses ideais, espalhavam o terror entre os Judeus e nossa Noiva Cadáver, foi vítima desse anti-semitismo. Grupos com esses ideais, costumavam preparar emboscadas no caminho de casamentos judeus. Nessa época, várias noivas foram assassinadas e, de forma macabra, enterradas com seus longos vestidos brancos. No caminho para o seu casamento, as noivas eram retiradas de suas carruagens e assassinadas pelos anti-semitas, isso para que a proliferação dos Judeus fosse evitada.


Segundo a lenda, um rapaz que vivia em uma vila russa e estava preste a se casar, resolveu fazer uma viagem com um amigo, até a vila onde sua noiva morava, que ficava há uns dois dias de distância. Os amigos embarcam na viagem, e resolvem levantar acampamento na margem de um rio. O rapaz que iria se casar, encontrou um estranho graveto no chão que mais parecia o osso de um dedo. Ele e seu amigo começaram a fazer brincadeiras e piadas com o graveto, e o noivo pegou seu anel de casamento e colocou no estranho graveto. O jovem começou a dançar em volta do osso, cantando músicas judias de casamento e recitou todo o sacramento de um casamento enquanto seu amigo sorria bastante.

Mas toda a alegria acabou de repente. Pois o chão começou a tremer sob seus pés e o osso no chão deu lugar a um buraco de onde saiu uma estranha criatura. Ela havia sido uma noiva, mas agora estava mais para um esqueleto amontoado com restos de pele, minhocas e teias de aranha no corpo, e ainda usava um velho vestido branco. A noiva cadáver agarrou o noivo e seu amigo.


A noiva então anunciou aos dois amigos que o jovem noivo havia colocado o anel em seu dedo, pronunciado os votos de casamento e feito danças cerimoniais, e que agora ela queria os seus direitos como noiva. Os amigos se soltaram e correram para a cidade, perseguidos pela noiva cadáver. Eles foram procurar o rabino atrás de respostas para o que havia acontecido. Só a decisão do rabino iria fazer os dois casados ou não.

O Rabino que celebraria o casamento com a noiva cadáver, depois de pensar muito, concluiu que os mortos não têm direito sobre os vivos e não iria celebrar o casamento de uma defunta. A Noiva Cadáver ficou muito triste e se desfez em uma pilha de ossos.

A Noiva viva que também estava presente, prometeu a Noiva Cadáver que ela jamais seria esquecida. A promessa foi cumprida e a lenda macabra da Noiva Cadáver foi passando de geração a geração.


Gostou do post? Então deixe seu comentário querido bizarrinho! Ele será bem vindo! Compartilhe nossos posts no Facebook e em outras redes-sociais e ajude o Meu Monstrinho Bizarro a crescer :)

domingo, 18 de novembro de 2012

A Foto Amaldiçoada

Há cerca de dois anos, uma fotografia foi encontrada na memória da máquina digital de um rapaz de 18 anos, encontrado morto perto de uma fazenda em Minas Gerais.
Segundo a história, quando o corpo foi encontrado o rapaz estava segurando a máquina fotográfica, com os olhos abertos e com uma pequena marca em sua testa.

A causa da morte até hoje é um mistério. A aparência e detalhes do corpo não chamaram tanto a atenção quanto um bilhete amassado encontrado em seu bolso.
Confira o que dizia o bilhete:

“Não achem que eu sou apenas mais um louco ou alguém que não tem nada de melhor para fazer, pois estou correndo um grande risco de mandar essa mensagem para você.
Olhe, é sua opção acreditar ou não, mas eu sou um visitante de um futuro não tão distante assim. Sim, nós conseguimos visitar o passado, o que é uma coisa realmente incrível. Ver como tudo aconteceu, mas com um olhar diferente.
Para vocês não deve ser difícil de acreditar, mesmo com a tecnologia que possuem. Mas nem tudo é um mar de rosas, existem regras que jamais podem ser quebradas, e eu estou quebrando a principal delas vindo aqui. Nunca se deve conversar com pessoas do passado, e eu vou provavelmente ser morto por quebrar essa regra, mas avisar vocês é mais importante que a minha vida, pois o que vocês passarão é pior que a própria morte. Eu não posso dizer exatamente o que é, contudo eu posso passar uma pequena informação.
Trás para perto de ti aquele sentimento que tinham quando criança sobre aqueles que te observam no escuro.”

Agora leia somente a primeira palavra de cada parágrafo!


Gostou do post? Então deixe seu comentário querido bizarrinho! Ele será bem vindo! Compartilhe nossos posts no Facebook e em outras redes-sociais e ajude o Meu Monstrinho Bizarro a crescer :)