sexta-feira, 29 de maio de 2015

Issei Sagawa


Em 1981, quanto estava em Paris, Issei Sagawa, cometeu um bárbaro assassinato contra uma mulher holandesa chamada Renée Hartevelt. Após receber a liberdade, ele se tornou uma pequena celebridade no Japão e refez novamente sua vida através do interesse do público pelo seu crime.

Filho de pais ricos, Sagawa nasceu no dia 26 de abril de 1949 em Kobe, localizada na província de Hyōgo, Japão. Ele nasceu prematuro, supostamente pequeno o suficiente para caber na palma da mão de seu pai, e foi imediatamente diagnosticado com enterite, uma doença do intestino delgado. Mas se recuperou depois de várias injeções de solução salina de potássio e de cálcio. 

Durante uma entrevista para a revista Vice Sagawa relatou quando seus primeiros desejos canibais começaram a se manifestar: 
“Foi na primeira série do ensino fundamental que vi a carne tremula das coxas de um colega de classe e pensei: “Hum, isso parece delicioso.” Mas não sou homossexual. Quando cheguei ao colegial, fiquei obcecado pela atriz ocidental Grace Kelly – uma obsessão que durou até o fim do colégio. Esse foi o começo da minha paixão por ocidentais. Antes que eu me desse conta, mulheres ocidentais altas e de aparência saudável se tornaram o gatilho das minhas fantasias canibais. Acho que minha paixão por tais mulheres vinha do fato de eu ser baixo, feio e ter complexo de inferioridade, então eu procurava pessoas que eram o exato oposto. Eventualmente, comecei a sentir um desejo forte de mordê-las – não matá-las e comê-las, mas meramente morder a carne delas. Foi aí que comecei a sentir o desejo de comer uma garota. Em certo sentido, é diferente do tipo de fome que as pessoas experimentam por comida. Esse impulso canibal, onde penso. “Quero comer carne humana”, é como um apetite sexual, se eu não ejaculo com frequência suficiente, o desejo só fica mais e mais forte.” Revista Vice
Aos 20 anos, enquanto morava em Tóquio, Sagawa seguiu uma mulher estrangeira ate sua casa, em seguida, invadiu o apartamento dela enquanto ela estava dormindo com a intenção praticar canibalismo. A mulher acordou e Sagawa foi capturado pela polícia. Ele foi acusado de tentativa de estupro e não confessou suas verdadeiras intenções as autoridades. Em 1977, com 28 anos, Sagawa emigrou para França para prosseguir uma Ph.D. em literatura, na Academia de Sorbonne, em Paris. Ele afirmou que, enquanto residia em Paris, "quase toda noite eu levava uma prostituta para casa e, em seguida, tentava atirar nelas, mas por algum motivo seus dedos congelavam-se e ele não conseguia puxar o gatilho."

Renée Hartevelt
Em 11 de junho de 1981 Sagawa, então com 32 anos, convidou sua colega de classe, Renée Hartevelt, de 25 anos para jantar em seu apartamento, sob o pretexto de traduzir poesia para um trabalho da universidade. Ele planejava mata-la e come-la, tendo a selecionado por sua saúde e beleza; características ele acreditava que faltava em si próprio. Ele se descreve como "fraco, feio, e um pequeno homem desajeitado" (com 1,52 m de altura) e afirma que queria "absorver a energia dela". Depois que Renée chegou, ela começou a ler uma poesia em alemão, na mesa de costas para ele. Ele atirou na nuca dela com um rifle calibre 22. Sagawa disse que desmaiou em seguida, pois ficou em choque, mas ao acordar imediatamente pôs seu plano em pratica. Ele estuprou o cadáver da moça, mas foi incapaz de morder seu corpo. Então ele saiu do apartamento e comprou uma faca de açougueiro:
“Primeiro mordi a bunda com a intenção de mastigar, mas é impossível! A pele humana é muito grossa. Acabei com o maxilar doendo, apesar de ter conseguido deixar a marca dos meus dentes. Acabei engolindo o clitóris e alguns pelos pubianos sem mastigar, porque ela estava menstruada e o cheiro era horrível. Mas foi o primeiro momento em que realmente senti algum tipo de prazer sexual ao comê-la, como se meu corpo interno estivesse em chamas. E você sabe como a carne de baleia tem um cheiro muito desagradável? A carne humana não tem cheiro. Realmente acredito que a carne humana é a mais saborosa de todas. Ela não tem aquele cheiro animal. Quando comi mais um pouco daquilo alguns dias depois, um pouco antes de ser preso, a carne tinha se tornado mais doce e tinha um sabor incrível. Mas a carne das solas dos pés tinha um cheiro ruim e não tinha um gosto muito bom. O pescoço foi o melhor. A carne tem um gosto mais delicado conforme você vai passando para as partes mais superiores do corpo, especialmente acima do torso. A língua também era deliciosa. Tirei isso da boca dela e mastiguei crua. Nem o pescoço nem a língua tem muita carne, então se você quer realmente um banquete, deve comer as coxas.” Revista Vice
Por dois dias, Sagawa comeu várias partes do corpo de Renée, conservando algumas partes em sua geladeira. Na tarde de 12 de junho de 1981, Sagawa foi ate um bosque carregando duas malas, e tentou despejar o que sobrou do corpo em um lago, mas foi visto em flagrante e preso pela polícia francesa. 

Sagawa não resistiu à prisão, confessou o crime e ainda descreveu o sabor da carne de Renée Hartevelt como sendo semelhante ao gosto do atum. O pai de Sagawa lhe contratou um advogado para sua defesa, e depois de ter sido detido por dois anos sem julgamento, ele foi declarado legalmente insano e incapaz de ser julgado pelo juiz francês Jean-Louis Bruguière, que lhe condenou a ficar detido indefinidamente em uma instituição mental. Na clínica psiquiátrica, ele foi classificado como um “psicótico intratável”. 


Depois de uma visita do autor Inuhiko Yomota, o relato de Sagawa sobre o assassinato foi publicado no Japão sob o título In the Fog. A publicidade subsequente de Sagawa e fama macabra provavelmente contribuíram para a decisão das autoridades francesas para deportá-lo ao Japão, onde ele foi imediatamente levado para o hospital Matsuzawa. Examinado pelos psicólogos de lá, todos o declararam são, que perversão sexual era a sua única motivação para o assassinato. 

Devido ao abandono das acusações na França, os documentos judiciais francesas foram selados, mas não foram liberados para as autoridades japonesas. Consequentemente Sagawa não poderia legalmente ser detido no Japão. Então, depois de repatriado ao Japão, ele deixou o hospital em 12 de agosto de 1986, e manteve-se livre. Após a sua libertação, ele teve uma passageira fama no Japão e agora vive em Tóquio, inclusive já ganhou dinheiro através do interesse do público pela polêmica.

Entre 1986 e 1997, ele era frequentemente convidado para dar palestras ou ser comentarista em alguns programas. Escreveu livros sobre seu crime, sobre os assassinatos de crianças e também escreveu críticas de restaurantes para a revista japonesa Spa. Em 1992, ele apareceu no filme de Hisayasu Sato: Uwakizuma, como um voyeur sado-sexual.  Ele quase foi aceito por uma escola de língua francesa porque o gerente ficou impressionado com sua coragem em usar seu nome real, mas os funcionários protestaram e ele foi rejeitado.


Em uma entrevista à revista Vice em 2009, ele disse que ser forçado a ganhar a vida enquanto é conhecido como um assassino e canibal era um castigo terrível. 

Fontes: Wikipedia
             http://www.vice.com/pt_br/
Gostou do post? Então deixe seu comentário querido bizarrinho! Ele será bem vindo! Compartilhe nossos posts no Facebook e em outras redes-sociais e ajude o Meu Monstrinho Bizarro a crescer :)

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Projeto: Tributo ao Horror


Saudações Bizarrinhos!

Hoje eu vou divulgar um projeto musical dono do nosso mais novo parceiro: O mortalha.

O projeto consiste em um EP intitulado Tributo ao Horror com dez faixas dedicadas a essa temática. O EP não tem nenhum fim lucrativo, qualquer um pode conferir e baixar gratuitamente.


Faixas:
00. Intro - Tributo ao Horror (Part. Mephysto)
01. Alessa
02. Terror
03. Mente Doentia
04. Decisão sem volta
05. Busquem conhecimento
06. Madrugada Insana (Part. Soiin)
07. Regan MacNeil
08. Conexão Mental (Part. David DS)
09. Fim

Achou interessante? Ficou curioso? Então para saber mais sobre esse projeto: http://blogmortalha.blogspot.com.br/2015/05/tributo-ao-horror-ep.html


Gostou do post? Então deixe seu comentário querido bizarrinho! Ele será bem vindo! Compartilhe nossos posts no Facebook e em outras redes-sociais e ajude o Meu Monstrinho Bizarro a crescer :)

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Saudações Bizarrinhos.

Faz alguns meses que eu não posto nada né. Pois bem, meus dias têm sido corridos e estressantes tendo em vista que minha pequena Lara Helena esta crescendo e precisando cada vez mais da minha atenção.
Não vou acabar com o blog, isso nunca me passou pela cabeça mentira, quando eu to de mal- humor penso em apagar o MMB e o Portal dos Mitos tambem, mas não vou poder definir dias fixos pra fazer postagens. Então vai ter semanas que os posts seguirão uma regra (segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira) e vai ter semanas que não vai ter nada novo. E isso se manterá ate que eu consiga ajustar horários pra minha pequena, pois hoje em dia eu dependo dela pra saber o que vou ou não poder fazer durante o dia.
Fico um pouco triste com isso Sr. Sleip que o diga, ele já gastou tanto com chocolates pra mim que não é brincadeira, mas é necessário, crianças crescem rápido, mais rápido do que eu consigo me acostumar e cada segundinho perto da minha flor é preciso. 
Em breve aparecerão algumas mudanças aqui no blog, mudanças essas que eu já estou estudando a algum tempo, e acredito que elas vão melhorar o MMB blog/grupo/pagina.

Espero que não fiquem desapontados comigo e continuem visitando o MMB nem que seja só por visitar mesmo. Adoro todos vocês<3


Gostou do post? Então deixe seu comentário querido bizarrinho! Ele será bem vindo! Compartilhe nossos posts no Facebook e em outras redes-sociais e ajude o Meu Monstrinho Bizarro a crescer :)

sexta-feira, 20 de março de 2015

Os Caixões Assombrados de Barbados


No século XVIII os Wallronds, uma família rica possuidora de muitas terras, decidiu construir um túmulo imenso escavado na rocha em Chirst Church, Barbados ( Caribe ). Fechado com uma pedra de mármore maciça. Era mais uma fortaleza do que um túmulo propriamente dito.
O primeiro membro da família Wallronds a ocupar esse mausoléu, foi a Sra. Thomasina Goddard ao falecer em 1807. Um ano depois esse mesmo túmulo foi adquirido pela família Chase, também ricos fazendeiros e possuidores de escravos em Barbados. 

Segundo a lenda, a família Chase era de origem inglesa e chefiada por Thomas, um homem detestável conhecido pela comunidade por sua crueldade. O Sr. Thomas tinha duas filhas, uma adolescente e uma bebê. Em 1808, a filha mais nova de Thomas, Mary Ann, foi o primeira integrante da família Chase a ocupar a cripta e, em 1812, Dorcas, a outra filha, também veio a falecer, dizem que de inanição, como vingança pela crueldade do pai.

Um mês após a morte de Dorcas, Thomas também bateu as botas e, quando abriram a cripta para enterrar o homem, os caixões das duas filhas — que eram feitos de chumbo — se encontravam virados de forma estranha. As pessoas que acompanhavam o funeral pensaram que a bagunça se tratava de um ato de vandalismo, e os ataúdes foram reorganizados e a cripta lacrada com uma enorme pedra de mármore. Quatro anos mais tarde, a catacumba foi reaberta para receber o corpo de Samuel Brewster Arnes — um parente dos Chase — e, mais uma vez, os caixões dos integrantes da família foram encontrados desordenados. Além de fora do lugar, o ataúde de Thomas estava de cabeça para baixo na posição vertical e encostado em uma das paredes, enquanto que a mortalha da Sra. Goddard, feita de madeira, era a única que continuava intacta.


Na época sir Arthur Conan Doyle criador de Sherlock Holmes, sugeriu que forças sobrenaturais moviam os caixões. Sugeriu que tais forças sobrenaturais estivessem se manifestando pelo fato do senhor Chase, e uma de suas duas filhas, terem se suicidado.
E também por Thomasina Goddard a primeira ocupante da cripta assombrada, não aceitar outros se não membros de sua própria família ocupando o túmulo. O fato era que tal situação tornara-se muito desconfortante, e em cada sepultamento o pandemônio dentro do mausoléu se repetia. Tornando cada vez mais arrepiante e assustador, as visitas ao mausoléu!
Dois meses depois, a cripta foi reaberta para o enterro de mais um parente — outro Samuel Brewster —, e os caixões foram encontrados bagunçados de novo. Só quando o último ocupante foi colocado ali em 1819, é que as autoridades resolveram intervir, espalhando areia pela cripta — para flagrar possíveis pegadas —, lacrando a entrada e aplicando selos oficiais.

Passado um ano, depois que a lenda sobre os caixões já havia se espalhado, o próprio governador de Barbados ordenou a abertura da cripta. O local continuava lacrado e os selos intactos, no entanto, a entrada teve que ser forçada porque uma das mortalhas se encontrava contra a porta! A areia espalhada pelo chão não delatava qualquer pegada e, desta vez, o caixão da Sra. Goddard se encontrava destruído. A população ficou apavorada, e os caixões acabaram sendo removidos da cripta e enterrados separadamente em outros lugares. 
Atualmente ocupam-no apenas os detritos que o vento faz passar pelo pequeno vão que ficou em sua entrada. Alguns juram até hoje, terem presenciado vultos e vozes vindas do interior daquele ambiente macabro. Talvez fosse a própria Thomasina Goddard avisando, que mais ninguém ocuparia seu túmulo.


Outra teoria para explicar o caso dos caixões se baseava em possíveis fenômenos naturais, como a ocorrência de enchentes e até tremores de terra. Tanto uma teoria como a outra foi descartada por cientistas ao longo da História, pois, além de Barbados não estar situado em uma região de atividade sísmica, o solo no local onde a catacumba se encontra é poroso o suficiente para prevenir inundações. Além disso, existem registros da existência de lendas idênticas provenientes de outros locais, como é o caso de uma conhecida na Estônia. E mais: apesar de a cripta realmente existir, nenhuma referência oficial da lenda jamais foi encontrada, restando apenas supostos relatos da época, o que torna todo o conto historicamente duvidoso. Por outro lado, a fábula dos caixões persiste, e continua sendo uma ótima anedota de terror para contar aos amigos.


Fontes: http://www.oarquivo.com.br
               http://lilithcontos.blogspot.com.br/
Gostou do post? Então deixe seu comentário querido bizarrinho! Ele será bem vindo! Compartilhe nossos posts no Facebook e em outras redes-sociais e ajude o Meu Monstrinho Bizarro a crescer :)

segunda-feira, 16 de março de 2015

A Impostora dos Coelhos

No dia 27 de setembro de 1726, a jovem Mary Toft, de 25 anos, entrou em trabalho de parto. A moça, que trabalhava nos campos de lúpulo da Inglaterra, pediu ajuda de uma vizinha, Mary Gill, para dar à luz. A vizinha foi bastante solícita e correu para poder ajudar à jovem que gritava de dor. Depois de algum sofrimento veio a terrível constatação: Mary Toft tinha parido um monstro.

Extremamente horrorizada com a situação, Gill correu para encontrar a cunhada de Toft, que era parteira, e relatar o que havia ocorrido – o “bebê” que havia vindo ao mundo parecia mais uma mistura de partes de animais putrefatos. Prontamente, a família da mãe encaminhou os restos para um médico local.

Ao analisar o material, John Howard, profissional que realizava partos há 30 anos, afirmou que aquilo se parecia com três patas de gato, uma perna de coelho e três pedaços de enguia. Pois é. Apesar de tamanha bizarrice, isso não impediu que o especialista continuasse visitando sua paciente para verificar seu estado. Até o dia em que Toft deu à luz novamente na frente do médico, dessa vez, era um coelho.


Em pouco tempo a notícia se espalhou e Mary Toft se tornou uma celebridade. Durante o mês seguinte, Howard testemunhou sua paciente dar à luz mais oito coelhos. Buscando entender o fenômeno, o médico enviou cartas para renomados profissionais em toda a Inglaterra contando sobre o mistério.

Um dos médicos a receber a carta de Howard foi Nathaniel St. André, cirurgião do rei George I. Intrigado com o que ouviu sobre o caso, o rei enviou seu médico para que investigasse a história. Não foi preciso de muito tempo para que St. André acreditasse nos boatos, afinal ele era conhecido por não seguir parâmetros científicos.

Sendo assim, o cirurgião visitou Mary, analisou sua barriga e deduziu que os coelhos estavam se formando na sua trompa de Falópio direita. Seu diagnóstico ficou confirmado quando ele viu com seus próprios olhos à mulher dar à luz o 15º coelho.


As notícias sobre o nascimento dos coelhos impressionavam tanto as pessoas que Mary Toft conseguiu virar manchete de jornal e ainda afetar o comércio local. No dia 19 de novembro, o Weekly Journal divulgou o caso e, na mesma época, os comerciantes que vendiam carne de coelho não conseguiam mais lucrar porque as pessoas desenvolveram um nojo extremo do animal.

A essa altura, a população e os médicos começaram a acreditar que se tratava de um caso de “impressão maternal”, uma teoria pseudocientífica bastante popular que circulava na época. Ela acreditava que as emoções e a imaginação da mãe podiam causar defeitos e doenças no parto. Uma mulher que se assustasse com um coelho, como Mary relatava que tinha ocorrido com ela, poderia facilmente transformar o feto com seus pensamentos e, assim, dar à luz coelhos. (Por mais incrível que pareça, essa teoria continuou fazendo algum sucesso até o início do século 20.)

Ainda incerto quanto à situação, o rei George resolveu mandar mais um de seus profissionais, o cirurgião Cyriacus Ahlers, para checar novamente. Porém, o médico não acreditava na teoria da impressão maternal e não se deixou levar pelos boatos que corriam entre a população. Mesmo vendo a mulher parir mais alguns coelhos, Ahlers se manteve cético.

No dia 29 de novembro de 1726, Mary Toft é levada contra a sua vontade para Londres para ser analisada. Ela foi trancada em um banheiro e ficou sob intensa observação. Curiosamente, a paciente parou de dar à luz os coelhos. Na verdade, ela ficou bastante mal, teve febres altas e chegou a perder a consciência algumas vezes.

Enquanto tudo isso acontecia do lado de fora, Ahlers resolveu dissecar alguns dos coelhos em seu laboratório. O mais estranho é que ele percebeu que os coelhos haviam sido golpeados com uma faca e um deles tinha vestígios de feno e milho.


No dia 4 de dezembro a farsa foi desvendada. Um dos porteiros foi pego colocando um filhote de coelho dentro da sala onde Mary estava trancada. Ele afirmou que a paciente o havia subornado. Outra investigação também revelou que o marido de Toft havia comprado um número suspeito de coelhos nos últimos tempos.

Três dias depois, quando a corte ameaçou executar um procedimento cirúrgico experimental e doloroso para verificar de perto o que havia de tão especial no corpo de Mary, ela confessou. Junto com a farsa da mulher, caiu a reputação de vários médicos que acreditaram no caso, incluindo Nathaniel St. André, que havia acabado de publicar um livreto contando a incrível história.

A verdade é que Mary Toft havia engravidado pouco tempo antes do escândalo, mas ela perdeu o bebê. Aproveitando que sua cérvix ainda estava dilatada, ela introduziu o corpo de um gato e a cabeça de um coelho no útero, que foi o que sua vizinha a ajudou a parir.

Como o caso começou a fazer sucesso, Mary costurou bolsos em sua saia e passou a manter partes de coelhos consigo. Quando os médicos não estavam olhando, ela colocava os pedaços para dentro e fingia um parto. Logicamente, esse tipo de atitude teria algum efeito colateral, que provavelmente se manifestou através das altas febres que a paciente teve quando chegou a Londres.


O mais impressionante é que a mulher confessou que fez tudo isso porque queria sair da pobreza. Em uma época em que os circos de horrores eram conhecidos por abrir espaço para aberrações humanas, Toft acreditou que haveria uma oportunidade para que pudesse ganhar dinheiro dando à luz coelhos.

Mas o que Mary não esperava era que sua farsa iria por água abaixo. A jovem acabou tendo que cumprir uma pena de cinco meses sob acusação de fraude. Depois de sair da prisão, ela voltou a viver na pobreza e, quando morreu em 1763, ficou conhecida como “a impostora de coelhos”.

Gostou do post? Então deixe seu comentário querido bizarrinho! Ele será bem vindo! Compartilhe nossos posts no Facebook e em outras redes-sociais e ajude o Meu Monstrinho Bizarro a crescer :)