quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Alguns dos Raios-X Mais Curiosos do Mundo

Qual será o objeto mais estranho encontrado dentro de uma pessoa? Nesta postagem, selecionei alguns Raios-X que mostram fortes candidatos a esse título.

Este é o raio-x de Margaret Daalman, uma mulher de 52 anos que de alguma forma engoliu 78 pedaços de talheres.

Este mostra uma granada, supostamente engolida por um terrorista que percebeu tarde demais que não tinha como ele detoná-la de dentro do estômago.

Esse cara estava muito animado para verificar sua temperatura!


Em 2006, uma jovem da cidade de Foshan, na China, engoliu mais de 20 pedaços de paralelepípedos em um ataque de raiva após brigar com seu namorado. Ela esperava que seu sistema liberasse as pedras naturalmente. Obviamente, ela estava errada, e como eles permaneceram alojados em seu estômago nos dias seguintes, ela teve que se submeter a cirurgia para removê-los.

Um homem do Novo México, EUA, decidiu pedir sua namorada em casamento, e escondeu a aliança em seu milkshake. Será que depois disso ela aceitou?

A maior pedra nos rins que se tem registro, medindo 17,78 centímetros transversalmente e pesando cerca de 1,2 kg, foi removida de um homem na Hungria

Um menino de oitos anos chamado Haley Lents confundiu ímãs com doces, e teve que ser operado para removê-los.

Quando a estrela de Toy Story Buzz Lightyear pronunciou seu slogan "Para o infinito e além" pela primeira vez, duvido que ele tenha imaginado que ele iria acabar preso no reto de alguém.

Já caiu no banheiro? Seja grato por isso não ter acontecido com você. Um senhor de 57 anos chamado Yi Zhao escorregou em sua banheira e acabou com a alça de torneira alojada em seu crânio.

Em um acidente arrepiante, o trabalhador da construção civil Ron Hunt caiu de uma escada quando estava perfurando uma parede, e a broca da sua furadeira acabou perfurando sua cabeça. A broca de 45 centímetros entrou por um de seus olhos e saiu na parte de trás de sua cabeça, atrás de sua orelha direita. Milagrosamente, a broca empurrou seu cérebro de lado e ele sobreviveu, tendo apenas que usar um olho de vidro.

Prisioneiros em Raleigh, Carolina do Norte, engoliram baterias e molas de cama, em tentativas de serem admitidos em hospitais externos.

Este último é de um homem, que muito envergonhado para procurar atendimento médico após ficar com um vibrador alojado em seu ânus, tentou pescá-lo sozinho usando um par de pinças de salada, que acabou tendo o mesmo destino do vibrador.

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Keelhauling, a mais severa das punições navais



O Keelhauling era um tipo de punição naval praticada nos séculos XVII e XVIII, embora oficialmente somente a marinha holandesa o praticasse, sob o nome de Kielhalen. É uma forma brutal de punição corporal, que envolve arrastar o infrator de um lado do navio para o outro. Em um período onde a palavra do capitão do navio era lei, era somente uma em uma variedade de táticas desagradáveis ​​da punição que poderiam facilmente matar um marinheiro.

Quando um marinheiro era submetido ao Keelhauling, ele era despojado de suas roupas e amarrado para que ele não fosse capaz de nadar. Normalmente, um peso era anexado a suas pernas para puxá-lo para longe do navio. O marinheiro era preso a uma corda que corria debaixo d'água de um lado do navio para o outro, e assim o marinheiro era rapidamente puxado pela água. Assumindo que o marinheiro geralmente não se afogava, ele era gravemente ferido pelas conchas extremamente afiadas na parte de baixo do navio, conhecida como quilha. Esta prática deixava cicatrizes graves na carne do marinheiro, servindo como um lembrete constante do evento.

Enquanto a prática do Keelhauling é frequentemente associada com piratas, ele era mais comumente praticado pela Marinha. Os marinheiros eram essencialmente vistos como propriedade, e o capitão do navio tinha poderes de vida e morte sobre eles. Supõe-se que a severa disciplina nos navios evitava o roubo e o motim, embora tivesse frequentemente o efeito oposto. Os marinheiros eram às vezes sequestrados e forçados a servir a bordo de navios da Marinha, onde punições severas serviam como única motivação para o trabalho.

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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Tío de Nadal, o "Cagador de Presentes de Natal"


O Tió de Nadal é uma bizarra tradição de Natal da região da Catalunha, na Espanha. Nadal significa Natal em catalão e Tió significa tronco de árvore ou "tolete". Por isso, é basicamente uma tradição do tronco de árvore, com uma face pintada e duas patas dianteiras, que faz cocô. Só que no lugar de cocô ele faz presentes, é claro!

O Tió de Nadal faz uma aparição nas casas todos os anos no dia 8 de dezembro, na festa da Imaculada Conceição. Crianças devem manter o tolete como um animal de estimação até o Natal, alimentando-o e mantendo-o aquecido com uma manta. Eles acreditam que o tolete vai crescer se alimentado e protegido adequadamente.

Não existe tal coisa como o crescimento do toco, é claro. Os pais realmente substituem os toletes todos os dias com troncos maiores. Em alguns lugares isso é tarefa fácil, basta ir no quintal, encontrar um pedaço de madeira e pintar um rosto nele. Mas os pais urbanos têm que se esforçar mais se quiserem manter a tradição. Eles são obrigados a caminhar pela floresta para encontrar toletes de Natal maiores ou então comprá-los em lojas especializadas.

O Tió de Nadal considerado adulto na véspera ou no dia de Natal. O tolete adulto é colocado no centro da sala e coberto com um grande cobertor vermelho. As crianças se reúnem ao seu redor, cantam e batem no Tió com paus repetidamente, até que ele cague todos os presentes. Antigamente, a tradição se baseava em colocar o tronco na fogueira, ordenando-lhe defecar. Só que na atualidade não há muitas famílias modernas com lareiras, então agora é só surrar o coitado até que se borre inteiro.


Uma das canções mais populares é a canção Caga Tió, que é mais ou menos assim:

Caga tió (Caga tolete)
ametlles i torró (amêndoas e torrones)
no caguis arangades (não cague arenques)
que són massa salades (Porque são muito salgados)
caga torrons (cague torrones)
que són més bons (que são mais gostosos)
Caga tió (Caga tolete)
ametlles i torró (amêndoas e torrones
si no vols cagar (se você não cagar be,)
et donaré un cop de bastó (vou te dar uma paulada)
Caga tió!

Segundo a tradição, antes de bater no pobre Tió, todas as crianças devem sair da sala e rezar para o coitado entregar muitos presentes. Isto, naturalmente, é a oportunidade perfeita para os adultos esconderem os presentes debaixo do cobertor. Você não estava pensando que o toco cagava os presentes de verdade né?

A tradição de tolete de Natal também é às vezes chamado Caga Tió de Nadal, que adulto mede cerca de 30 cm de comprimento e fica em pé sobre duas patas curtas dianteiras. Um rosto largo e sorridente é pintado na sua extremidade superior, com um nariz tridimensional. Um pequeno chapéu feito em geral com uma meia vermelha melhora a aparência do Tió de Nadal.

Os presentes cagados pelo tolete eram geralmente pequenos em tamanho: doces, castanhas, balas, bombons e, às vezes, até mesmo figos secos. Quando não há mais nada para defecar, ele solta um arenque salgado, um dente de alho, uma cebola, ou faz xixi no chão (os pais escondem um pequeno vasilhame com água). Atualmente o Tió defeca todo tipo de presentes para a alegria da criançada.

Estas são adições recentes, em tempos mais antigos o tolete era apenas um pedaço de madeira mágico que ardia na lareira. Um tronco que, ao queimar, dava bens tão preciosos quanto o calor e a luz, e que de forma simbólica oferecia presentes aos da casa: doces, balas e torrones. Ainda é possível encontrar, em alguns vilarejos, casas onde o Tió é apenas um grande tronco que é colocado para ser queimado uns dias antes do Natal


fonte: http://www.mdig.com.br/
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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

A Barbie de Pulau Ubin



A boneca Barbie é, sem sombra de dúvidas, a boneca mais popular do mundo. Tão popular que segundo uma história famosa na ilha de Pulau Ubin, em Cingapura, até mesmo uma menina morta a quase cem anos teria pedido para que um homem lhe comprasse uma.

Durante o início da Primeira Guerra Mundial, a Grã-Bretanha desconfiou que estrangeiros que viviam em suas colônias atuavam como espiões. Com essa suspeita, o exército britânico resolveu investigar um casal alemão que vivia em Pulau Ubin. Não se sabe se eles eram realmente espiões, mas o fato é que eles acabaram sendo presos pelo exército. O casal tinha uma pequena filha, que conseguiu escapar dos soldados mas acabou morrendo logo após ao cair de um precipício.

Devido a sua religiosidade bem enraizada, os moradores locais ergueram um pequeno templo em sua memória, conhecido como "Templo da Menina Alemã" com um altar de porcelana que supostamente contém uma mecha do cabelo da menina e um crucifixo que ela usava quando morreu.

placa indicando a direção do templo, e a vista de fora do mesmo
A boneca Barbie viria a fazer parte deste altar somente em 2007. Um homem de Pulau Ubin sonhou por três noites consecutivas o seguinte sonho: uma menina branca o levava para uma loja de brinquedos onde havia uma boneca Barbie. Após o terceiro sonho, o homem foi até uma loja e encontrou a boneca que ele tinha visto no sonho. Comprou-a e deixou-o sobre o altar, substituindo uma urna que havia lá. A boneca se tornou uma atração para os moradores locais e os próprios turistas que frequentam o local oferecem diversos itens, como perfumes e batons, com a esperança de que o espírito da criança lhes proporcione boa sorte e saúde.


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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Golem


O Golem é um ser artificial e mítico, associado à tradição judaíca, que pode ser trazido à vida através de um processo mágico. É feito de barro à imagem do homem, tendo como propósitos a proteção da comunidade judaica e a realização de trabalhos braçais. O golem é uma possível inspiração para outros seres criados artificialmente, como o homunculus na alquimia. 

No hebraico moderno a palavra golem significa "tolo", "imbecil", ou "estúpido". O nome é uma derivação da palavra gelem, que significa "matéria-prima". A palavra golem na Bíblia serve para se referir a um embrião ou substância incompleta. O Salmo 139:16 usa a palavra gal'mi, significando "minha substância ainda informe". 

As primeiras histórias de golems são mais antigas que o judaísmo. Adão é descrito no Talmud (Tratado Sanhedrin 38b) inicialmente criado como um golem quando seu pó estava "misturado num pedaço sem forma". 

Como Adão, todos os golems são criados a partir do barro. Eles eram criações de pessoas santas e muito próximas de Deus. Uma pessoa santa era uma pessoa que se esforçava para se aproximar de Deus, e por essa esforço consegueria um pouco da sabedoria e poder divinos. Um desses poderes é a criação da vida. Por mais santa que a pessoa fosse, no entanto, a sua criação sempre seria apenas uma sombra de qualquer criação de Deus. 

Desde cedo se desenvolveu a noção de que a principal deficiência do golem era a sua incapacidade em falar. No Sanhedrin 65b, é descrito como Raba criou um golem usando o Sefer Yetzirah. Ele enviou o golem para Rav Zeira, que falou com o golem mas ele não respondeu. Disse Rav Zeira:"Vejo que você foi criado por um dos nossos colegas; volte ao pó". 


Ter um golem como servo era considerado como o mais elevado símbolo de sabedoria e santidade, e existem muitos contos de golems ligados a proeminentes rabinos através da Idade Média. 

Outros atributos dos golems foram sendo adicionados através dos tempos. Em vários contos, o golem tem escritas palavras mágicas ou religiosas que o tornam animado. Escrever um dos Nomes de Deus na sua testa, num papel colado em sua fronte ou numa placa de argila embaixo de sua língua, ou ainda escrever a palavra Emet ("verdade" em hebraico) na sua testa, são exemplos de algumas dessas fórmulas de animação do golem. Ao apagar a primeira letra de Emet (da direita para a esquerda, dado que é assim escrito o hebraico), formando Met ("morto" em hebraico), o golem era desfeito. 

A mais famosa narrativa com um golem envolve o rabino Judá Loew ben Betzalel, de Praga, durante o século XVI. Diz-se que ele teria criado um golem para defender o gueto de Josefov em Praga contra ataques anti-semitas. A primeira publicação da história do golem apareceu em 1847 em uma coleção de contos judaicos intitulados Galerie der Sippurim, publicada por Wolf Pascheles, de Praga. 


Segundo a publicação tando a comunidade judaica de Praga quanto os judeus da Europa, eram vítima freqüente de ataques anti-semitas e de uma política oficial discriminatória. Em 1357, por exemplo, o rei Charles IV determinou o confinamento de toda a população judaica em um único bairro. Em Pessach de 1389, três mil judeus entre homens, mulheres e crianças foram assassinados. Eram épocas difíceis para a comunidade de Praga. 

No final do século XVI, quando o rabino Judah Loew, (um dos mais respeitados e queridos sábios do Leste Europeu), tornou-se Grão-rabino de Praga, o perigo para os judeus era iminente. O Maharal, (nome pelo qual o rabino se tornou conhecido), estava ciente do perigo. O ódio era incitado pelo bispo Tadeusz, judeu convertido. O sacerdote católico usava todos os recursos para prejudicar o povo que repudiara. Repetia para as massas de Praga a caluniosa acusação de que os judeus assassinavam crianças cristãs. O Maharal tentara desesperadamente apaziguar os ânimos, mas seus apelos à razão e à justiça não obtiveram resultado. A agitação atingira seu ponto máximo e a comunidade judaica receava um massacre. O Maharal, que rezava constantemente para que D'us os ajudasse, apelou, então, para os Céus. 

Conta a tradição que o sábio teve um sonho no qual recebeu indicações de como poderia evitar a catástrofe que ameaçava abater-se sobre seu povo. A resposta veio oculta nas dez primeiras letras do alfabeto hebraico. O Maharal, além de ser um grande sábio, mestre no Torá, no Talmud e na Cabalá, possuía poderes mentais e espirituais inigualáveis. Por isso, entendeu a mensagem que lhe indicava fazer uma figura de argila que se transformaria em um Golem. Esta criatura teria, então, meios para destruir os inimigos de Israel. 

Na manhã do dia seguinte, mandou chamar seu genro e seu discípulo preferido. Contou-lhes seu sonho, a revelação que tivera e a decisão de criar um Golem. Ao ver o espanto dos dois, avisou que aquela não seria a primeira vez em que se criaria este artifício. Muitas tentativas haviam fracassado no passado, mas o Talmud contava que o sábio Rava havia conseguido. 

Os três homens foram à mikvê, na qual se purificaram por três dias, rezando, jejuando e santificando seu espírito e coração com extrema devoção. Ao amanhecer do terceiro dia, prepararam um pacote de roupas do tamanho de um homem normal e levaram-no a um lugar fora da cidade, próximo às margens do rio Vlatva. Lá, moldaram um boneco de argila com a aparência de um homem inclinado, com a cabeça voltada para o céu.


O Maharal disse a seu genro, que desse sete voltas ao redor do boneco repetindo certos nomes e letras sagradas. Depois, disse a seu discípulo, da tribo dos levitas, que fizesse o mesmo. E, por fim, ele próprio fez o mesmo. Tendo terminado a última volta, colocou um pergaminho onde escrevera o nome de D'us sob os lábios da figura de argila. Em seguida, recitaram sete vezes, unidos em grande concentração, o versículo da Torá que diz: "E Ele insuflou em suas narinas um sopro de vida, e o homem tornou-se um ser vivo". Neste momento, o Golem abriu os olhos. Então o Maharal ordenou-lhe que se erguesse, cobrindo-o com as roupas que haviam trazido. 

"Seu nome é Yossi", disse o Maharal. "Eu o criei, com a ajuda de D'us, para que cumpra a missão divina de proteger os judeus contra seus inimigos. Você obedecerá a todas as minhas ordens, não importa o que eu ordene, pois é destituído de vontade própria. Seu lugar será dentro do Beit-Din, onde terá as funções de shamash". 

Feito isso, os três homens partiram em direção à cidade, seguidos pela criatura que tinha a aparência e os movimentos de um homem normal. Embora mudo, pois o poder da fala só podia ser concedido por D'us, e desprovido de quaisquer pensamentos ou inteligência, o Golem compreendeu o que o Maharal lhe havia dito. 

Ele ficava, o dia todo, sentado no Beit-Din, sem nada falar ou fazer, e com o olhar vazio. Ninguém na comunidade sabia quem ele era nem de onde viera. Deram-lhe o apelido de "Yossi, o mudo". Ninguém, exceto o Maharal, podia dar-lhe ordens ou recorrer a seus serviços. Se falassem com ele, não reagia; nunca abria a boca. Seu rosto só se animava quando o Maharal lhe falava. Então, escutava atenta e humildemente, partindo a seguir para executar a missão. 

Assim, com a ajuda da criatura, desfaziam-se os complôs do bispo Tadeusz. Certa ocasião, salvou uma menina judia de se converter à força. Em outra, após o Maharal descobrir que a matzá (um pão sem fermento, feito de farinha branca e agua) para Pessach havia sido envenenada, o Golem descobriu o culpado. 

Dez anos após ter sido criado, a situação dos judeus havia melhorado e o Maharal concluiu que a missão do Golem terminara. Em 1590, durante Lag Ba'Omer, o Maharal ordenou-lhe que o acompanhasse ao porão da sinagoga. Lá, disse-lhe que se deitasse e abrisse a boca. O sábio tirou o pergaminho no qual estava escrito o Nome Divino e disse à criatura: "Você é pó e vai voltar ao pó". Yossi, o Golem, cumprira o seu destino. 

Anos mais tarde, no entanto, espalhou-se entre os judeus de Praga uma lenda segundo a qual Yossi, o Golem, não virara pó, mas estava escondido desde 1590 no sótão da sinagoga de Praga em profundo sono. 

Cerca de 60 anos depois, outro conto de ficção foi publicado por Yudl Rosenberg (1909). De acordo com a lenda, o golem teria sido feito com a argila do rio Moldava que banha Praga. Seguindo rituais específicos, o rabino construiu o golem e fez com que ele ganhasse vida recitando um encanto especial em hebreu e escrevendo na sua testa a palavra Emet. O golem deveria obedecer ao rabino, ajudando e protegendo o gueto judaico. Durante o dia, o rabino escondia o golem no sótão da Antiga-Nova Sinagoga. Porém, o golem cresceu e se tornou violento e começou a matar pessoas espalhando o medo. Foi então prometido ao rabino Judá Loew que a violência contra os judeus pararia se o golem fosse destruído. O rabino concordou e destruiu o golem apagando a primeira letra da palavra Emet que formaria a palavra Met. 


Recentemente, o rabino Moishe New, líder chassídico do Canadá e diretor do Centro da Torá de Montreal, ao ser questionado sobre o assunto respondeu: "O Talmud relata momentos nos quais outros Golems foram criados para proteger a vida dos judeus, exatamente como fez o Maharal".

E acrescentou: "Ao corpo do Golem foi dada uma alma e assim tornou-se uma espécie de anjo dentro de um corpo feito pelo homem. Os anjos são tidos como criaturas que não têm livre arbítrio e não são capazes de fazer julgamentos morais. São "robôs" espirituais subservientes a seus construtores. Moishe New enfatiza que o rabino New, era cabalista, além de filósofo e talmudista. Escreveu uma série de 20 livros baseados na Cabalá chamados de Guevrot Hashem, ou O poder de D'us".

Para o sábio canadense, " O Rabino Loew tinha o dom de expressar ensinamentos cabalísticos de uma forma racional tornando-os acessíveis ao homem comum. Com certeza, a existência do Golem foi testemunhada por pessoas da época e faz parte da história oral dos judeus". Quanto ao paradeiro do corpo, o rabino canadense mantém o que diz a lenda: "Está no sótão da Sinagoga Alt Neue (Antiga Nova), debaixo de pilhas de livros sagrados envelhecidos pelo tempo".

Mas o diretor do Museu Judeu de Praga e outros líderes da comunidade de Praga não compartilham da mesma opinião. Segundo ele, o Golem nunca existiu. "Muitos vêm a Praga atraídos pelas suas lendas, especialmente os judeus chassídicos. Já fui acordado duas vezes no meio da noite, quando algumas pessoas me chamaram pedindo que eu as levasse ao sótão da sinagoga para ver o Golem. Consegui convencê-los de que a criatura nunca existira".

Quanto à negação dos líderes da comunidade sobre a existência do Golem, o rabino New tem a seguinte interpretação: "O Maharal não queria que ele fosse venerado e, assim sendo, há um segredo absoluto sobre essa criatura e seu corpo".

A existência de um golem na maioria das histórias mostrava algo bom, mas com problemas. Embora não fosse inteligente, o golem podia fazer simples tarefas repetidamente. O problema era controlá-lo e fazê-lo parar. Alguns narrativas falam tambem que a criação desse ser não é desprovida de riscos. Além do fato de que, como a maioria das narrativas cita, ele continua a crescer, tornando-se mais forte e incontrolável, havia a possibilidade de um demônio entrar no invólucro de barro e ele degenerasse para um tipo idiota e inútil. 

O filme "O Golem - Como veio ao mundo" (Der Golem, wie er in die Welt kam), de 1920, do diretor Paul Wegener, é a adaptação cinematográfica da narrativa clássica da história ambientada em Praga do século XVI. Este filme, em que próprio Paul Wegener interpreta o papel do Golem, é considerado uma das obras-primas do Expressionismo alemão.


Fonte: http://www.morasha.com.br/comunidades-da-diaspora-1/golem-de-praga.html
wikipedia 

http://arquivosdoinsolito.blogspot.com.br/
http://www.sitedecuriosidades.com/curiosidade/o-golem.html
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