terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Comunicado

Saudações Bizarrinhos

Eu (Dama Gótica) e o Sleipnir (Portal dos Mitos) estamos melhorando a aparência do blog e as postagens. E essas modificações e correções se tornarão mais rápidas com a ajuda de vocês. Então caso encontre algum erro nas postagens (claro que vão encontrar) deixe um recado aqui citando a postagem e lhe daremos prioridade. Qualquer outra coisa que esteja atrapalhando o blog e você ache que necessita mudar notifique aqui também. 

Conto com a ajuda de todos vocês.

Atenção os banners do blog foram atualizados.


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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Radium Girls


As Radium Girls ou "Meninas Radioativas" foram operarias que contraíram contaminação por Rádio após serem contratadas para pintar painéis de relógios de fabricas com tintas fluorescentes no ano de 1917.


A empresa US Radium Corporation foi uma das principais fornecedoras de relógios fluorescentes para militares. Sua fábrica em Ottawa, Illinois, empregava mais de uma centena de trabalhadores, e sua grande maioria eram mulheres, que pintavam a fachada de relógios que brilhavam no escuro. Enquanto os proprietários das fabricas e cientistas familiarizados com os efeitos da rádio cuidadosamente evitavam qualquer exposição utilizando telas, máscaras e pinças de chumbo, a mulheres não tinham qualquer tipo de segurança, e haviam sido convencidas de que a tinta era absolutamente segura.

Estima-se que 4.000 trabalhadores foram contratados por empresas nos EUA e Canadá por pintar painéis de relógio com rádio. A tinta era uma mistura de cola, água e rádio em pó, que era aplicada nos painéis utilizando pelo de camelo como pincel. A taxa de pagamento na época era de 8 centavos para cada marcação. Os pinceis perdiam a forma pontuda após algumas pinceladas, por isso os supervisores das operarias as orientavam a lamber as pontas dos pinceis para manter suas pontas finas. Por não saber sobre os riscos, as funcionarias aproveitavam e pintavam as unhas e dentes com a tinta mortal das fabricas. Muitos funcionários acabaram ficando doentes e até morreram devido a exposição a radiação.


Muitas das mulheres começaram a sofrem de anemia, fraturas ósseas e necrose da mandíbula, uma condição hoje conhecida como "radium jaw". Acredita-se que as máquinas de raios-X utilizadas pelos médicos e investigadores tenham contribuído para alguns dos problemas de saúde dos trabalhadores que adoeceram, submetendo-os à radiação adicional. 

Uma ex-operária da fábrica, Grace Fryer em 1922, começou a sentir os efeitos da radiação em seu corpo quando seus dentes começaram a ficar moles e cair sem nenhuma razão aparente. Seus problemas foram agravados quando sua mandíbula começou a ficar inchada e inflamada. Então ela procurou a ajuda de um médico para diagnosticar os sintomas inexplicáveis. Usando uma máquina de raio-X primitiva, o médico descobriu deterioração óssea grave, do tipo que ele nunca tinha visto antes. Seu maxilar estava semelhante a uma colmeia com pequenos furos, em um padrão aleatório que lembrava tecidos roídos por traças.



Três anos depois que os problemas de saúde de Grace começaram, o medico que cuidava de seu caso sugeriu que seu trabalho anterior na US Radium teria causado seus problemas no maxilar. Quando ela começou a explorar a possibilidade, especialista da Universidade de Columbia chamado Frederick Flynn pediu para examiná-la, e declarou que ela estava com a saúde perfeita. Algum tempo depois foi descoberto que Flynn não era médico, nem estava licenciado para praticar medicina, mas ele era um toxicólogo funcionário da US Radium, e que o "colega" que esteve presente durante o exame da funcionaria e que tinha confirmado o diagnóstico era um dos vice-presidentes de US Radium também.

Como uma série de médicos tentaram resolver misteriosa doença de Grace, casos semelhantes começaram a aparecer em toda a sua cidade natal, Nova Jersey. Um dentista em particular tomou conhecimento do número anormalmente elevado de mandíbulas deterioradas entre as mulheres locais, o que levou a uma investigação para descobrir uma linha comum; todas as mulheres tinham sido empregadas pela mesma fábrica de pintura de painéis em um momento ou outro.


As empresas envolvidas com a radiação negavam as acusações de que os trabalhadores doentes estavam sofrendo pela exposição ao rádio. Por algum tempo, médicos, dentistas e pesquisadores a pedido das empresas ocultaram toda situação, e por insistência das mesmas, atribuíram as mortes de trabalhadores a outras causas como sífilis, que era uma doença muito notória na época, e que foi frequentemente citada em tentativas de manchar a reputação das mulheres.

Grace Fryer decidiu processar a US Radium, mas demorou dois anos ate ela encontrar um advogado disposto a assumir o caso. Mesmo depois que as mulheres encontraram um advogado, os tribunais lentos estenderam o caso por meses. Em sua primeira aparição no tribunal em janeiro 1928, duas mulheres foram acamadas e nenhuma delas podia levantar os braços para prestar juramento. Um total de cinco trabalhadoras da fábrica - Graça Fryer, Edna Hussman, Katherine Schaub e irmãs Quinta McDonald e Albina Larice - apelidadas de "Radium Girls", se juntaram ao grupo. A contenção e comoção da mídia em torno do caso estabeleceram precedentes legais e provocou a promulgação de regulamentos que regem as normas de segurança de trabalho.


A história do abuso cometido contra os trabalhadores se distingue da maioria desses casos pelo fato de que a contenção que se seguiu foi amplamente coberta pela mídia. A saga "Meninas Radio" ocupam um lugar importante na história tanto do campo da saúde física quanto nos movimento dos direitos trabalhistas. O direito dos trabalhadores individuais de processar por danos devido ao abuso de trabalho foi estabelecido como resultado do caso Radium Girls. Na sequência do caso, as normas de segurança industrial foram comprovadamente reforçadas por muitas décadas. 

O caso foi resolvido no outono de 1928, antes do julgamento foi deliberado pelo júri, e sua liquidação para cada uma das funcionarias afetadas foi de US $ 10.000 (equivalente a $ 138.000 em 2015) US $ 600 por ano de anuidade (equivalente a $ 8.300 em 2015) enquanto viveram, e todas as despesas médicas e legais incorridas também seriam pagas pela empresa. 

A ação resultante da publicidade foi um fator no estabelecimento dos direitos de pintores de painéis com radio, e foram instruídos nas devidas precauções de segurança e providos de equipamentos de proteção; em particular, eles não utilizam mais os lábios para dar forma aos pincéis evitando ingerir ou respirar a tinta. As pinturas com radio foram usadas em mostradores ate o final dos anos 60.

Fontes: Wikipedia
              http://www.damninteresting.com

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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Albert Hamilton Fish - O papão da Vida Real


Albert Hamilton Fish foi um pedófilo, masoquista, serial killer e canibal, também conhecido como Gray Man, Werewolf of Wysteria (Lobisomem de Wysteria), the Brooklyn Vampire (Vampiro de Brooklyn) e The Bogeyman (Papão). Fish gabou-se de ter “tido crianças em cada estado” e afirmou que molestou cerca de 100 crianças. 

Albert Fish nasceu em Washington em 19 de Maio de 1870. O seu pai tinha quarenta e três anos a mais que sua mãe e vários membros da sua família tinham doenças mentais, alem de um tio que sofria de fixações religiosas. Quando Fish tinha 5 anos, seu pai morreu após um ataque cardíaco e sua mãe deixou-o num orfanato. Lá, ele era frequentemente agredido e, com o passar do tempo, acabou descobrindo que gostava de sentir dores físicas, além de ter ereções quando era agredido. Aos 7 anos sua mãe o tirou de lá porque havia conseguido um emprego.

Em 1882, aos 12 anos, Fish começou uma relação homossexual com um rapaz que trabalhava no telégrafo, que o incentivou a beber urina e a praticar coprofagia. Fish começou a visitar banheiros públicos onde observava rapazes despirem-se e onde passava grande parte dos seus fins de semana. Em 1898 a sua mãe arranjou-lhe casamento com uma mulher nove anos mais nova. Eles tiveram seis filhos: Albert, Anna, Gertrude, Eugene, John e Henry Fish. Um ano depois, mudaram-se para Nova York, onde ele começou a ter relações sado-masoquistas homossexuais. Em Nova York, ele começou a trabalhar com prostituição e estuprar crianças. Depois acabou largando a prostituição começou a trabalhar como pintor, mas continuava a molestar meninos, a maioria com menos de seis anos.

Um dia, um dos seus amantes levou-o a um museu de cera, onde Fish ficou fascinado com a bissetriz de um pênis. Pouco depois desenvolveu um interesse mórbido por castração. Durante uma relação com um rapaz de 19 anos, Thomas Kedden, com quem teve um relacionamento extraconjugal à base do sadomasoquismo, Fish tentou castrá-lo. Ao que tudo indica, o jovem Kedden tinha problemas mentais. Ele estava disposto a matar o amante, levou-o até uma fazenda isolada, torturou-o até o limite, cortou metade de seu pênis fora, mas desistiu na última hora de matá-lo. Ao invés disso, o jovem assustou-se, deu 10 dólares a Fish e fugiu.

Em Janeiro de 1917 a sua mulher o trocou por John Straube. Depois disto, Fish começou a ouvir vozes. Uma vez enrolou-se num carpete, explicando que estava a seguir instruções do apóstolo João. E também começou a se auto mutilar – inclusive com a ajuda dos filhos, que o surravam com uma raquete cheia de pregos. A esta altura Fish tinha uma grande necessidade de masoquismo: pegava bolas de algodão, embebia-as em álcool, colocava fogo e introduzia no seu ânus, começou a espancar-se a si mesmo com um remo e espetava agulhas no seu corpo, entre o seu reto e o seu escroto. Normalmente ele retirava-as, mas começou a inseri-las tão profundamente que já não as conseguiu tirar. Raios X feitos posteriormente revelaram 27 agulhas na sua região pélvica.


Aos 55 anos começou a sofrer alucinações. Fish acreditava que Deus lhe ordenava a torturar e castrar meninos. Os médicos afirmaram que Fish sofria de uma psicose religiosa. Em 1910 começou uma onda de homicídios. Atacou um menino em Wilmington, Delaware. Depois apunhalou outro mentalmente retardado em 1919 Georgetown,Washington, D.C.. As suas vítimas preferidas eram meninos com doenças mentais ou negros, porque ele achava que não seriam procurados.

Por volta de 1920, Fish viajou por 23 estados americanos pintando casas. Ele via nesse trabalho a oportunidade perfeita para cometer suas atrocidades com crianças. Fish lia frequentemente a bíblia e dizia que a voz de Deus o mandava matar. Em Julho de 1924, Fish encontrou uma garota, de 8 anos, brincando sozinha na fazenda de seus pais, e ofereceu-lhe dinheiro para o ajudar a procurar ruibarbo nos campos vizinhos. A garota estava prestes a ir com Fish, mas a sua mãe apareceu e o afugentou. Fish ainda voltou à fazenda e tentou dormir no celeiro, mas o pai da garota o colocou pra fora.

No dia 25 de Maio de 1928 um jovem chamado Edward Budd pôs um anúncio no jornal a procura de emprego. Três dias depois, Fish, visitou a família de Budd, sob o pretexto de contratar Edward. Ele apresentou-se com uma identidade falsa, e foi então que conheceu Grace, irmã de Budd, com 10 anos. Fish prometeu emprego ao rapaz e disse que voltaria em alguns dias. Na sua segunda visita ele contratou Budd, e convenceu seus pais a deixar Grace acompanhá-lo em uma festa de aniversário naquela tarde, na casa de sua irmã. Grace saiu com Fish e nunca mais voltou. A polícia saiu à sua caça, mas só conseguiu capturá-lo seis anos depois, em 1934, quando o próprio Fish enviou uma carta anônima aos pais de Grace detalhando todo o processo de tortura, assassinato e ingestão do corpo da menina. 

Em 11 de Fevereiro de 1927, Billy Gaffney e seu amigo, Billy Beaton, brincavam no corredor de fora do seu apartamento. Ambos acabaram desaparecendo, mas algum tempo depois Billy Beaton foi encontrado no telhado do apartamento. Quando perguntaram a Beaton o que tinha acontecido a Gaffney, ele respondeu que o papão o tinha levado. Uma testemunha viu um homem arrastando uma criança que chorava pela mãe e identificou como Fish ao ver uma foto sua no jornal. A polícia afirmou que a descrição da testemunha corresponde a Billy Gaffney, cujo corpo nunca foi encontrado. 

Na cadeia, ele assumiu a autoria de diversos assassinatos, mas foi julgado apenas pelo assassinato de Grace Budd. O julgamento do homicídio de Grace Budd começou a 11 de Março de 1935, em Nova York. Este julgamento demorou dez dias. Fish alegou insanidade e declarou ouvir vozes de Deus, que lhe diziam para matar crianças. Vários testes psiquiátricos testemunharam sobre os fetiches sexuais de Fish, bem como urofilia, coprofilia, pedofilia e masoquismo.

Um psiquiatra testemunhou a insanidade de Fish, mas o testemunho de Mary Nicholas, sua filha adotiva de 17 anos alterou esta versão. Mary afirmou que Fish tentava induzir nos seus filhos a práticas masoquistas. O juiz declarou-o são e culpado, e condenou-o à pena de morte. Fish foi executado a 16 de Janeiro de 1936, na cadeira elétrica.



Fontes: Mega Curioso
           Wikipedia
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Robert Cornish


Dr. Robert Cornish foi um brilhante cientista que dedicou grande parte de sua vida a uma audaciosa experiência de reanimação de corpos. Se ele tivesse aplicado o seu conhecimento para um assunto diferente, poderia ter mudado o mundo para melhor. Infelizmente, ele ficou obcecado com a ideia.
Robert E. Cornish nasceu em 21 de dezembro de 1903, ele era uma criança prodígio, que se formou aos 18 anos na universidade de Berkeley, Califórnia, e recebeu seu doutorado aos 22. Ele trabalhou em vários projetos, incluindo um que permitia a leitura de jornais debaixo de água com o uso de lentes especiais. Em 1932, ele passou a se interessar pela ideia de restaurar a vida aos mortos. 

Seu status na Berkeley significava que ele poderia voltar como pesquisador e realizar seus estudos relativamente ininterruptamente durante toda a década de 1930. Cornish acreditava que um corpo que não tinha sofrido muitos danos em seus órgãos internos poderia ser reanimado usando uma máquina semelhante a uma gangorra, que iria movimentar o corpo e reiniciar a circulação sanguínea com o auxilio de uma boa dose de anticoagulantes. 

Em 1933, Robert tentou reanimar vítimas de ataque cardíaco, afogamento e eletrocussão, mas não obteve sucesso. Cornish decidiu aperfeiçoar seu método em animais e conseguiu reviver dois cães (Lázaro IV e V) clinicamente condenados à morte em 22 de maio 1934 e em 1935. Seus esforços foram até mesmo transformados em um filme de 1935 onde Cornish teve uma participação especial.


Em seguida, veio o seu verdadeiro desafio - reanimar um ser humano. Seu maior obstáculo era encontrar uma cobaia para teste. Durante anos, ele enviou pedidos a várias prisões para deixá-lo usar criminosos executados recentemente. Em 1948, Cornish finalmente encontrou sua cobaia. Um assassino de crianças chamado Thomas McMonigle estava disposto a usar a "gangorra" depois de ser executado, e a penitenciaria San Quentin, onde Thomas era prisioneiro, estava aparentemente disposta a deixá-lo. 

No entanto, houve um problema que Cornish não conseguiu superar: Ele precisava do corpo logo após a execução, mas os procedimentos da penitenciaria determinavam o corpo do preso deveria permanecer sob a custódia de San Quentin por várias horas antes de ser liberado. Cornish nunca conseguiu realizar seu experimento em uma cobaia humana.


Dr. Cornish morreu em 6 de março de 1963, ja no fim da vida, criou a sua própria marca de creme dental. Depois disso, muitas pessoas tentaram recriar a experiencia, mas nenhuma delas conseguiu ainda ter exito.

Fontes: http://listverse.com/
Wikipedia
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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Wolf Messing



Wolf Messing foi o paranormal mais famoso da União Sovietica. Durante sua adolescência, Messing alegou ser um psíquico que poderia alterar a percepção das pessoas e prever resultados futuros com base na telepatia mental e linguagem corporal. 

Ele nasceu em 1899, na cidade de Góra Kalwaria, que está localizada 25 km a sudeste de Varsóvia, na Polônia. Seus pais queriam que ele se tornasse rabino e o enviaram para uma escola religiosa aos seis anos. Mas não era isso que Messing queria. Ele decidiu que tinha outra missão na vida. E fugiu, partindo no primeiro trem.

Sem dinheiro para um bilhete, se escondeu debaixo de um banco. Mas o cobrador o viu, tirou de baixo do banco pelo colarinho e exigiu um bilhete. Wolf, em seguida, entregou-lhe um pedaço de jornal velho. O cobrador furou o bilhete e disse: “Esquisitão, você tem um bilhete e mesmo assim se esconde”. Desde então, ele percebeu que podia controlar as pessoas, influenciar sua vontade.

O trem o levou a Berlim. No começo, ele viveu na pobreza. Lavava pratos, limpava sapato e chegou ate a desmaiar de fome. Posteriormente conseguiu emprego em um circo. Apresentava shows impressionantes e rapidamente tornou-se popular. 

Durante seus shows, Messing entrava em um estado de transe e tentava encontrar objetos escondidos, ler mentes, prever o futuro e hipnotizar pessoas. Fazia tudo isso de maneira honesta, sem truques ou ajuda de assistentes.  Ele se apresentou na frente de grandes multidões e tornou-se famoso após a Segunda Guerra Mundial. 

Em 1937, o circo onde se apresentava, foi para Viena em turnê, e seus números chamaram a atenção de Sigmund Freud e Albert Einstein que mostraram interesse pelo fenômeno. E assim os três se encontraram para experimentos. Messing teria dito a Freud: “Faça um desejo e vou cumpri-lo”. Então ele foi ate Einstein, e tirou do seu bigode três pelos. “Você queria isso?”, perguntou ele. “Sim”, disse Freud.

Messing viajava muito, seus shows provocavam interesse em diversos públicos. Personalidades como Mahatma Gandhi, Marilyn Monroe e o presidente polonês Pilsudski foram visitar-lhe. Quando Hitler chegou ao poder, Messing voltou para a Polônia. Lá, em um teatro de Varsóvia, ele fez sua famosa profecia. Messing disse: “Se Hitler for para Oriente com uma guerra, lá ele encontrará sua morte.”

A previsão chegou aos ouvidos de Hitler, que irritado colocou uma recompensa de 200 mil marcos sob sua cabeça. Após os nazistas tomarem Varsóvia, Messing foi preso pela Gestapo. Ele foi detido pela patrulha, levou um soco nos dentes, perdeu a consciência e acordou já na prisão. Sobreviveu apenas graças a seu talento. Com a força de sua mente, ordenou a Gestapo para que entrassem na cela. A polícia secreta obedeceu e entrou, sem entender porque o faziam. Messing os trancou. Saiu de prisão e fugiu para a Rússia, onde continuou a realizar os seus shows. 

Na Rússia, Messing foi forçado a provar sua capacidade psíquica para Stalin. “Mostre o que você sabe fazer”, teria dito Stálin. “Venha me ver amanhã na casa de campo. Você não precisa de um passe, não é?” No dia seguinte, Messing entrou na casa de Stálin sem nenhum obstáculo. Ele fez o guarda acreditar que era o Comissário Geral da Segurança do Estado, Lavrentii Beria. Assim, conseguiu passar por toda a guarda.

Em seguida Stálin ordenou a Messing que convencesse um caixa de banco a lhe entregar 100 mil rublos em dinheiro com nada mais do que um pedaço de papel em branco. No dia marcado, Messing chegou ao banco central, entrou na sala, mostrou uma folha de papel branco e pediu para que lhe dessem 100 mil rublos Uma funcionária fez tudo o que ele pediu. O paranormal colocou o dinheiro na mala e se dirigiu para o Kremlin.

Após a demonstração bem sucedida, Messing se tornou um professor dos oficiais da KGB. A vida de Messing foi registrada em uma autobiografia intitulada "Sobre Mim Mesmo." Uma citação do livro diz: "Minha capacidade de ver o futuro pode parecer contradizer a compreensão materialista do mundo. Mas não é uma partícula do incognoscível ou sobrenatural sobre precognição. " 

A habilidade de Messing, porém, não ajudou a si próprio. Nos últimos anos de sua vida, ele estava gravemente doente e tinha muito medo da morte. Quando foi levado para fora de casa para ser operado, teria dito, olhando para o seu retrato, “Acabou Wolf. Por aqui você não vai voltar mais.”

Wolf Messing morreu em 1974, e desde aquela época, muitos fatos atribuídos a sua vida tem sido questionados e considerados sem fundamento pelas referências históricas, fato que só tem contribuído para o seu mistério. Dizem que os documentos sigilosos sobre Messing ainda estão em arquivos do FSB. Mas nenhum deles pode explicar sua habilidade.

Fontes: http://gazetarussa.com.br
             Wikipedia
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