quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Mary Bell

Mary Flora Bell (Newcastle upon Tyne, Inglaterra 26 de maio de 1957) foi a mais jovem homicida da história. Foi condenada em dezembro de 1968 pelo homicídio de dois meninos, Martin Brown (com quatro anos) e Brian Howe (com três). Bell tinha dez anos quando matou Brown, e 11, quando ela matou Howe. 

Filha de mãe solteira, prostituta e mentalmente perturbada, foi sexualmente abusada entre os quatro e oito anos de idade. 

Mary era filha de Betty McCrickett e Billy Bell, embora não se possa afirmar ao certo sua paternidade. Durante a infância, sua mãe teria tentado assassiná-la pelo menos uma vez. Mary, apelidada May desde cedo, era a filha mais velha de Betty, nascida quando esta contava com dezesseis anos. Billy Bell e Betty foram casados, e acredita-se que Mary tivesse um bom relacionamento com seu pai - fosse biológico ou não. No entanto, Bell seria preso por assalto armado. 

A vida familiar de Mary era completamente desestruturada, sua mãe aplicava castigos severos. Durante a infância, Mary era constantemente humilhada pela mãe, devido ao fato de urinar na cama. Betty esfregava o rosto da filha na urina e pendurava o colchão molhado do lado de fora , para todos verem. Mary também havia sido levada para uma agencia de adoção em 1960, porem não conseguiu que a filha fosse adotada. Nas inúmeras tentativas de se livrar de Mary, Betty entupiu a menina com remédios. Mas o que mais perturbava a menina era quando a sua mãe à obrigava a manter relações sexuais com homens adultos. E não rara as vezes, Mary era obrigada a participar de jogo sexuais com os clientes da mãe. Muitas vezes Betty obrigava a filha a se despir e fazer sexo oral em vários clientes.

Ela foi condenada por asfixiar Martin Brown de de idade em 25 de maio de 1968 e jogá-lo do segundo andar de uma casa abandonada um dia antes de seu 11º aniversário. Matou ajudada pela amiga Norma Bell, que não era sua parenta. 

Dois meses depois matou Brian Howe em um local perto de uma linha de trem onde outras crianças costumavam brincar em meio a carros abandonados. A menina, após estrangular e perfurar as coxas e genitais do menino perfurou a letra "M" em sua barriga. 

Ela também foi acusada de tentar estrangular quatro outras meninas. Foi responsável pela vandalização da enfermaria escolar e de escrever ameaças nas paredes. 

Foi considerada culpada de homicídio involuntário em 17 de dezembro de 1968. Em seu diagnóstico, psiquiatras descreveram sintomas clássicos da psicopatia. 

Mary Bell foi liberada da custódia em 1980, aos 23 anos, e foi concedido anonimato para começar uma nova vida com sua filha, que nasceu em 1984, e o marido. Vinte e sete anos depois de sua condenação, em 2007 e após a morte de sua mãe, ela aceitou falar à jornalista Gitta Sereny sobre sua infância. O resultado é uma biografia chamada Gritos no Vazio. 

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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Goblins


Goblins são criaturas geralmente verdes que se assemelham a duendes. Fazem parte do folclore nórdico, nas lendas eles vivem fazendo brincadeiras de mau gosto. Podem ser comparados aos trasgos e tardos do folclore português. 

Os goblins são normalmente associados ao mal. Diz-se que são feios e assustadores, fazem feitiçarias, estragam a comida, travam guerras contra os gnomos. Em algumas mitologias os goblins possuem grande força. Normalmente por serem de pouca inteligência e hábitos selvagens, moram em cavernas ou pequenas cabanas construídas com paus e peles de animais. Sua grande capacidade de sobrevivência os faz seres presentes em quase qualquer ambiente, sendo encontrados principalmente em montanhas, pântanos, desertos, pedreiras, florestas ou cidades.


Vivem em bando, com uma comunidade precária semelhante a uma sociedade de homens primitivos. Dentre seus armamentos se encontra a clava, o machado de pedra, a zarabatana, além de pequenas lanças e pedras. 

Eles pertencem ao grupo dos goblinóides dividindo-se em goblins, hobgoblins (parecidos aos goblins, porém maiores - de 1,40 m até a altura de um ser humano normal - e mais evoluídos) e os bugbears (maiores que um ser humano normal, muito mais fortes que os goblins e com a habilidade de se transformarem em ursos). 

Na Finn Family Moomintroll, terceiro livro da série de Moomin de livros infantis de Tove Jansson, o Hobgoblin é uma estranha criatura mágica. Até mesmo o seu chapéu, quando encontrado por outras criaturas, pode trabalhar todos os estranhos tipos de magia por si só. Embora ligeiramente assustador para aqueles que não o conhecem, o Hobgoblin é, de fato, uma criatura solitária e sensível, que pode conceder os desejos dos outros, mas não o seu próprio - a menos que alguém especificamente lhe peça por algo que ele quer e, em seguida, lhe dê aquilo que ele próprio criou. 


Na mitologia de Tolkien os goblins, chamados Orcs, atacam as minas escuras de Moria, matando todos os seres existentes no mesmo local. São um povo facilmente subjugado, sentem medo do Demônio do mundo antigo, o Balrog criado por Morgoth,o primeiro senhor do escuro da Terra fantasiosa de Tolkien.

Em O Hobbit, de JRR Tolkien, Hobgoblins são uma ameaça, maior e mais forte forma de Goblins. Tolkien comentou mais tarde, numa carta, que através de mais estudos de folclore posteriormente ele tinha apreendido que "a afirmação de que hobgoblins seriam uma espécie maior [de Goblins] é o inverso do original de verdade." Tolkien então rebatizou-os de Uruks ou Uruk-hai, numa tentativa de corrigir seu erro. 

Também em O Hobbit, Tolkien coloca o Bugbear Beorn como uma classe diversa dos Goblins (Orcs) e Hobgoblins (Uruk-hai), consistindo, inclusive, em um dos seres que ajudam Bilbo, Gandalf e Thorin Escudo de Carvalho. 

Existem também goblins no jogo Magic: The Gathering. Geralmente são da cor vermelha que é a cor da fúria e da emoção. São fracos e não muito inteligentes. Normalmente sabem apenas bater e morrer. Porem geralmente em grupos são fortes e rapidos, e sem piedade. No jogo também recebem o nome de mogg (eles são amarelos as vezes). aasadnjdasmd são as palavras mágicas para se chamar um duende .


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sábado, 15 de dezembro de 2012

O Gato Preto

Os primeiros povos a atribuir uma aura mística ao gato foram os egípcios, tendo mesmo um Deus com a sua forma física. Em honra desta divindade, os egípcios mantinham gatos pretos em casa e davam-lhes honras reservadas a faraós, mumificando-os depois de mortos. 

Na Pérsia antiga havia a crença de que quando se maltratava um gato preto, corria-se o risco de estar maltratando um espírito amigo, criado especialmente para fazer companhia ao homem durante sua passagem na Terra. Desse modo, ao prejudicar um gato preto, o homem estaria atingindo a si mesmo. 

Mas a relação com as Trevas começou na idade média, por causa de relatos insistentes de aparições de gatos pretos malignos em locais povoados por Bruxas. 

Os gatos, principalmente os pretos, foram considerados como malditos, por possuírem hábitos noturnos, foram associados à escuridão. Começou a surgir a superstição de que os gatos de cor preta davam azar. E ter relação com os seres do mal, uma vez que essa cor era associada às trevas e à magia negra. A Santa Inquisição promoveu caça a estes animais e muitas vezes eles eram queimados vivos junto com seus donos. 

Outros acreditam que os gatos pretos, eram as próprias bruxas que se transformavam nos felinos. Esta lenda surgiu de um conto sobre a perseguição de um destes bichos, e que ele havia se ferido durante, e encontrou abrigo na casa de uma senhora, ficando por lá durante a noite, ao amanhecer a senhora apresentava ferimentos. Daí a crença popular ganhou força à medida que mais e mais animais eram perseguidos pela igreja e queimados na fogueira. 

No século XV, o papa Inocêncio VIII chegou a incluir os gatos pretos na lista de seres hereges perseguidos pela Inquisição.
Como se acreditava que os gatos eram as próprias bruxas disfarçadas, o mito popular de que cruzar o caminho de um destes animais poderia trazer má sorte, afinal de contas naquela época, ninguém gostaria de cruzar com uma bruxa. 

Assim, na cultura medieval, os gatos pretos tornaram-se próprio à mítica figura das feiticeiras.

A perseguição à esses animais atingiu seu auge no século XVI, logo no final da Idade Média, na Inglaterra, quando misteriosamente registrou-se um súbito aumento da população felina nas ruas das cidades, fato que foi atribuído à ação de feiticeiras. 

Uma outra história que explicaria o mito dos dias atuais, é que em o Rei Charles I, da Inglaterra, possuía um gato preto, e acreditava que sua sorte estava ligada ao animal. Sua crença neste sentido era tamanha, que ele mantinha o felino vigiado dia e noite. Certo dia o gato morreu, e logo após este acontecimento, o rei fora preso e em seguida executado. 

Os gatos pretos foram muito referenciados na cultura popular, sendo frequentemente citado em textos e filmes de suspense e terror. Um conto muito popular tratando desse animal é O Gato Preto de Edgar Allan Poe, onde ele responsabiliza o animal por uma série de acontecimentos sobrenaturais presentes na narração.

O Gato Preto Pelo Mundo

Na Escócia:Um gato preto no alpendre traz prosperidade. 
Na Itália: Ouvir um gato preto a espirrar traz boa sorte. Se um gato preto se deita na cama de uma pessoa doente, significa que a morte dessa pessoa está perto.
Nos Estados Unidos da América: O gato preto que cruza o nosso caminho traz má sorte
Na Irlanda: O gato preto que cruza o caminho de alguém durante noites de luar, é prenúncio de epidemia.
Na Inglaterra: Na costa de Yorkshire, as mulheres dos pescadores acreditam que os seus maridos regressarão sãos e salvos da faina se mantiverem em casa um gato preto. Mais generalizada entre os pescadores era a crença de que os gatos pretos mantidos em casa enquanto saíam para pescar era sinônimo de bom tempo em alto mar. Há quem defenda que o preço dos gatos pretos chegou a aumentar de tal formar que muitos marinheiros não tinham dinheiro para comprar um exemplar.
Em algumas regiões da Inglaterra acredita-se que oferecer um gato preto à noiva trás sorte.
Na França: No Sul deste país, acredita-se que tratar de um gato preto trás boa sorte.
Na Alemanha: Um gato que cruza o caminho de uma pessoa da direita para a esquerda é mau agouro, mas da esquerda para a direita é boa sorte.
Na Letônia: Para os agricultores deste país, encontrar um gato preto nos depósitos de sementes é uma ótima notícia. Para eles, estes gatos são o espírito de Rungis, Deus da Colheita.

Até hoje ainda existe a ideia de que toda bruxa possui um gato preto de estimação, sendo esse animal associado aos mais diversos tipos de sortilégios. É muito comum ouvir histórias de sorte e azar associadas aos animais dessa cor.
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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

As Flores da Morte

Conta-se que uma moça estava muito doente e teve que ser internada em um hospital. Desenganada pelos
médicos, a família não queria que a moça soubesse que iria morrer. Todos seus amigos já sabiam. Menos
ela. E para todo mundo que ela perguntava se ia morrer, a afirmação era negada.
Depois de muito receber visitas, ela pediu durante uma oração que lhe enviassem flores. Queria rosas brancas se fosse voltar para casa, rosas amarelas se fosse ficar mais um tempo no hospital e estivesse em estado grave, e rosas vermelhas se estivesse próxima sua morte.
Certa hora, bate a porta de seu quarto uma mulher e entrega a mãe da moça um maço de rosas vermelhas
murchas e sem vida. A mulher se identifica como "mãe da Berenice". Nesse meio de tempo, a moça que estava dormindo acordou, e a mãe avisou pra ela que a mulher havia deixado o buquê de rosas, sem saber do pedido da filha feito em oração.
Ela ficou com uma cara de espanto quando foi informada pela mãe que quem havia trazido as rosas
era a mãe da Berenice. A unica coisa que a moça conseguiu responder era que a mãe da Berenice estava
morta há 10 anos.
A moça morreu naquela mesma noite. No hospital ninguém viu a tal mulher entrando ou saindo.
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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça


A lenda tem origem na Escócia, e envolve os membros do Clã Maclaine, do distrito de Lochbuie. Até hoje os moradores evitam a todo custo a andar pela estrada da região quando a noite cai. Rumores sobre um cavaleiro fantasma ou como é conhecido o "cavaleiro sem cabeça". Dizem os moradores locais que o cavalo tem cascos brilhantes, é possível ouvir um som sinistro das rédeas. O cavaleiro é sinal de mal pressagio, de morte.

Seu nome era Ewen, filho do chefe e herdeiro do clã MacLaine. Porém conta a lenda que Ewen possuía uma inveja e um ódio muito grande do pai, e isto fez com que ambos acabassem se enfrentando em um campo de batalhas. 


A batalha ocorreu em Lochbuie em 1538. Os dois exércitos se encontram, e Ewen recebeu um golpe de machado que acabou por decapita-lo, golpe dado por um dos seguidores do pai. Desde então, existem inúmeros relatos sobre a sua aparição. Montando em seu cavalo negro e sem a cabeça, o cavaleiro vem para recolher as almas dos campos de batalha.

Reza a lenda que Ewen, teria tido uma espécie de pressagio sobre a sua morte, com uma velha bruxa que ele havia encontrado na véspera da batalha conhecida também como a Fada Lavadeira, que tinha como função lavar as roupas dos guerreiros que morreriam em combate. Ewen encontrou a velha agachada próximo a um riacho, e ele perguntou a ela se sua camisa estava entre aquelas que ela estava lavando, e a velha respondeu que sim. Ewen então perguntou se não haveria alguma forma de evitar aquele trágico destino, e a velha disse que se sua esposa, espontaneamente o servisse manteiga no café, ele estaria livre da morte. No dia seguinte, a sua esposa não o serviu com manteiga, e Ewen comeu seu pão seco e seguiu para o seu destino inexorável.


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